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PF: Organizadora do Miss Goiás é suspeita de aliciar modelos

Maria de Fátima Abranches Castro chegou a ser detida, mas foi autorizada a responder em liberdade

Ana Luiza Menezes - 04/05/2021 16h55 | atualizado em 04/05/2021 17h14

Maria de Fátima Abranches Castro Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Maria de Fátima Abranches Castro, organizadora do concurso Miss Goiás, é investigada pela Polícia Federal (PF). Ela é suspeita de aliciar modelos em um esquema de tráfico internacional de mulheres, com fins de exploração sexual.

Áudios divulgados pela PF mostram Maria de Fátima negociando mulheres com Rodrigo Cotait, suspeito de ser o chefe do grupo criminoso. As informações são do portal G1.

– Fátima, tudo bem? Eu preciso de alguma miss, alguma miss que tenha título importante, até Brasil, não precisa ser desse ano não, pode ser de qualquer ano tá; é cache milionário, é coisa de cinquenta mil euros para uma semana – disse Cotait em um áudio.

Já em outra gravação, o suspeito fala sobre o perfil de mulheres que os clientes procuram.

– É muita grana. Só que o nível de exigência é alto, não tem jeito. Não pode ser desengonçada e tem que ser linda – explicou Cotait.

– Rodrigo… Ela é belíssima, belíssima. Brasileira, brasileira mesmo, tá. Dá uma olhada agora – respondeu Fátima.

Em seguida, o homem fala em negócios futuros e parabeniza Castro.

– Fátima, meus parabéns, viu. A gente vai fazer bastante parceria, viu. É, adorei essas duas, maravilhosas hein, tá. Você está com o faro certíssimo, viu.

No dia 27 de abril, Maria de Fátima foi presa na capital goiana, durante a operação Harem BR. Porém, a Justiça autorizou que ela responda o processo em liberdade.

De acordo com a PF, ela teria aliciado uma jovem goiana que foi enviada para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

A corporação disse ainda que Rodrigo Cotait era responsável por escolher jovens brasileiras e prepará-las para viagens internacionais. O grupo é investigado por associação criminosa e já teria traficado mais de 100 mulheres para fins de exploração sexual.

A operação Harem BR foi deflagrada em 27 de abril pela PF de Sorocaba (SP) e foi responsável pela prisão de seis pessoas nas cidades de Foz do Iguaçu (PR), São Paulo (SP), Goiânia (GO) e Rondonópolis (MT). Uma pessoa também foi detida em Portugal e outra na Espanha.

Cotait foi preso na capital paulista. Na PF, ele passou por audiência de custódia e responderá por por tráfico internacional de mulheres para fins de exploração sexual.

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