Leia também:
X Ipea: Mais de 42 mil foram presos com 25 gramas de maconha

Nunes critica decisão da Justiça sobre guardas na Cracolândia

Prefeito de São Paulo afirmou que vai recorrer de determinação que impede uso de bombas e balas de borracha durante operações

Pleno.News - 26/06/2024 21h33 | atualizado em 27/06/2024 13h50

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou, nesta quarta-feira (26), a ordem judicial que proíbe o uso de bombas e balas de borracha pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) durante operações na Cracolândia, no centro paulistano. Ele informou que a prefeitura vai recorrer da decisão e disse que “a GCM não vai tratar com rosas quem está agredindo alguém”.

Segundo o prefeito, “ali tem traficante, eles têm comando sobre essas pessoas”, e “se vier pra cima da gente, vai tomar na testa”.

A decisão a que o prefeito se referiu foi emitida na segunda-feira (24), pela juíza Gilsa Elena Rios, da 15ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado (MP-SP) em 2017.

Em 20 de maio daquele ano, com bombas de gás e táticas semelhantes às da Polícia Militar, a GCM dispersou dependentes químicos do entorno da Praça Júlio Prestes, na Luz, região central, e prendeu traficantes.

Em seguida, o MP-SP pediu à Justiça que proibisse a GCM de adotar uma série de procedimentos. A Justiça negou alguns pedidos da Promotoria, mas acatou outros e proibiu o uso de munição não letal.

Para o prefeito, não cabe à Justiça decidir como a GCM deve se comportar na Cracolândia.

– Não vejo como razoável uma juíza querer delimitar aquilo que especialistas da área definem. Não é o juiz que vai saber o que o guarda civil metropolitano [e] a Polícia Militar têm de usar. São eles [que vão saber o que usar], eles é que são especialistas – afirmou Nunes, em entrevista à imprensa após inauguração de clínica odontológica municipal no Tucuruvi, na Zona Norte.

Nunes fez mais críticas à decisão:

– Na hora que tiver um problema, o juiz que fez isso não vai lá resolver. Ele está lá no gabinete, no ar-condicionado. São as pessoas que estão no front no dia a dia é que precisam ter liberdade para poder atuar com o objetivo de garantir a segurança e a vida das pessoas – afirmou.

E continuou:

– Não é razoável que uma decisão judicial coloque em risco a saúde dos agentes de saúde e da assistência que atuam ali para poder convencer as pessoas a salvar suas próprias vidas.

Na decisão, a magistrada disse que “é importante deixar claro que esta demanda tem por objetivo último a tutela das pessoas inseridas no contexto da denominada Cracolândia, assegurando-lhes direitos”.

Ainda segundo a juíza, “a situação na qual estão inseridas denota hipervulnerabilidade, que se revela em carência afetiva, de moradia, de incolumidade física e mental, econômica, política, dentre outras consequências nefastas do uso reiterado de drogas.”

Na última semana, foram colocados grades e cavaletes de ferro na Rua dos Protestantes, local com a maior concentração de usuários e traficantes de drogas no centro. A medida levou medo e apreensão aos moradores da região.

Quem vive nas proximidades da Santa Ifigênia e Luz teme a dispersão dos dependentes químicos para vias próximas.

*AE

Leia também1 Lula admite taxar carnes e propõe isentar frango: "O povo come pé"
2 Bolívia: Ex-comandante é preso e militares deixam Presidência
3 Ipea: Mais de 42 mil foram presos com 25 gramas de maconha
4 Barroso sobre o STF: "Somos muito criteriosos nos gastos"
5 TRE do Paraná rejeita ação do PT contra Rosângela Moro

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.