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Thayná Ferreira contou ao noivo episódio de violência contra a criança no dia 2 de fevereiro

Paulo Moura - 04/05/2021 15h36 | atualizado em 04/05/2021 17h10

Henry Borel de Almeida Foto: Reprodução

Mensagens extraídas de uma conversa entre a babá Thayná Ferreira, que cuidava do menino Henry Borel, e o noivo dela, apontam que a agressão praticada pelo vereador Dr. Jairinho contra Henry no dia 12 de fevereiro foi “10 vezes pior” que num episódio anterior. A declaração foi feita pela própria Thayná e consta em prints obtidos pelo jornal O Dia e divulgados nesta terça-feira (4).

– Sabe naquele dia, 10 vezes pior [de briga], te conto depois – descreve a babá.

Por meio da extração de mensagens, a Polícia Civil descobriu um novo episódio em que Jairinho agrediu Henry, no dia 2 de fevereiro, quando a babá diz ao noivo, entre as mensagens, que Jairinho parecia estar “tampando a boca do menino”. Thayná fala, nas mensagens, que percebeu que a situação não estava normal por conta da reação do menino.

– A gente sabe que não está normal quando ele [Henry] agarrou no meu pescoço, tipo de medo mesmo, sabe? – diz Thayná ao noivo.

No dia 2 de fevereiro, quando a babá relatou ao noivo o que ocorria no apartamento, Monique foi ao futevôlei, ocasião em que Jairinho ficou sozinho com Henry e com a cuidadora no apartamento. Henry, com saudades, chama pela mãe no quarto. Nisso, Jairinho vai até o cômodo e teria dito: “Henry você não pode chorar, é muito mimado”.

– Aí [Jairinho] entrou com o menino para o quarto dele (fiquei sem saída, né). Ele gritou quero minha tia, me leva para a minha tia – narrou Thayná.

Em seguida, a babá diz: “Agora ele [Henry] está chorando muito no quarto. Parece que [Jairinho] está tampando a boca da criança, [Henry está] chorando e gritando muito”.

Na ocasião, Thayná não chegou a interromper a agressão, mas disse que iria relatá-la à Monique. Henry ficou 30 minutos no quarto e permaneceu apático o restante do dia.

– Nós temos provas de que ela (Monique) soube disso tempos depois. Não temos como indiciá-la por tortura e omissão nesse dia. Mas, no dia 12, sim – disse Henrique Damasceno, titular da 16°DP e responsável pelo caso.

O episódio do dia 12 de fevereiro, narrado pela babá como 10 vezes pior do que o anterior, é o mesmo em que a cuidadora avisou Monique, em tempo real, da agressão cometida por Jairinho contra Henry. A mãe do garoto, por sua vez, não retorna para o apartamento imediatamente. E, por isso, foi indiciada pelo crime tortura-omissão.

No mesmo dia, Thayná disse que chegou a ter a blusa rasgada pela criança, que não queria sair do colo dela para ser levada ao quarto por Jairinho. Por conta disso, segunda a cuidadora, Jairinho teria lhe dado R$ 100.

 

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