Mulher que pulou de prédio para fugir de estupro recebe alta
Apesar de ter sido liberada, Juliana Lacerda continua sem andar
Ana Luiza Menezes - 11/02/2021 18h17 | atualizado em 11/02/2021 18h18

A cabeleireira Juliana Lacerda, de 36 anos, que pulou de um prédio para não ser estuprada, recebeu alta médica nesta quinta-feira (11). Ela foi submetida a uma cirurgia, no calcanhar direito, na quarta-feira (10), e consegue mexer a pena direita.
– O meu médico não pode garantir que eu vou voltar a andar normalmente. Ele [o médico] disse que isso leva tempo e muita fisioterapia, que é o meu próximo passo. Eu só espero que esse homem seja preso e a justiça seja feita. Antes eu trabalhava, sempre me virei sozinha. Agora, estou em uma cadeira de rodas – disse ela ao portal Metrópoles.
Juliana ficou internada no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), onde também teve a coluna operada no início de fevereiro. Ela ainda deve receber um encaminhamento para o Centro Estadual de Reabilitação e Reabilitação Dr. Henrique Santillo (CRER), onde deverá iniciar a fisioterapia.
ENTENDA O CASO
Juliana se jogou do primeiro andar de um prédio para não ser estuprada por um ladrão, que entrou em seu salão de beleza. O crime aconteceu no dia 29 de janeiro, mas as imagens das câmeras de segurança começaram a circular nas redes sociais no último dia 2.
A Polícia Militar de Goiás informou que o criminoso chegou ao local e começou a roubar itens como celulares. Depois, ele começou a tirar a roupa e disse que ia estuprar a proprietária do salão, Juliana, e uma funcionária. Foi então que a empresária pulou da janela.
Sem revelar seu nome, a funcionária deu declarações ao jornal Bom Dia Goiás.
– A gente estava no salão esperando nossos clientes quando uma pessoa entrou, toda de capuz, máscara, [e] um óculos roxo. Entrou e já trancou a porta. Ele veio perto de mim com a faca na mão, desceu a minha roupa e a dele também. Na hora que ele foi pegar a faca, minha patroa correu para o andar de cima – disse a funcionária.
A atitude da dona do salão assustou o bandido, que decidiu fugir. A polícia contou que ele deixou cair os celulares que tinha roubado e também o dele.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Goiânia.
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