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MP: Jairinho matou por sadismo, e mãe via vantagem financeira

Julgamento do homicídio de Henry Borel teve início nesta quarta-feira

Thamirys Andrade - 06/10/2021 16h27 | atualizado em 07/10/2021 11h05

Fotos feitas no ingresso de Dr. Jairinho e Monique Medeiros no sistema penitenciário Foto: Reprodução/SEAP e Reprodução/Instituto Penal Ismael Silveiro

Após sete meses do homicídio de Henry Borel, o 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro deu início, nesta quarta-feira (6), às audiências de instrução e julgamento do caso. O Ministério Público do Rio de Janeiro visa demonstrar um suposto padrão de comportamento “sádico” por parte de Jairinho e a ambição de Monique Medeiros por vantagem financeira.

– A qualificadora do crime de Jairinho é o sadismo, a satisfação, o prazer em machucar Henry e outras crianças. Já o motivo da Monique é se beneficiar da vantagem financeira nessa situação – afirmou o promotor do caso, Fabio Vieira.

Enquanto Jairinho optou por acompanhar o julgamento virtualmente, Monique compareceu presencialmente. A defesa da pedagoga acredita que as audiências são a chance que ela possui de apresentar sua nova versão do caso.

Em seu depoimento anterior, a mãe de Henry afirma ter protegido Jairinho. Após o rompimento com o ex-vereador, ela quer apresentar a versão “verdadeira”.

– Ela precisa e quer falar o que aconteceu. Essa é a primeira vez que ela vai ter essa oportunidade. No primeiro depoimento, ela estava protegendo Jairinho, agora a história vai ser a verdadeira – diz Thiago Minagé, advogado da ré.

A defesa de Jairinho, por sua vez, aconselhou o cliente a acompanhar a audiência do Complexo Penitenciário de Gericinó. Para o advogado, Braz Sant’Anna, “a presença dele só iria agradar pessoas que querem vê-lo mal”.

A estratégia da defesa do réu é sustentar que ele é alvo de uma “conspiração”.

Além de Henry, Jairinho também responde criminalmente por tortura contra duas crianças, que, na época das agressões, tinham 3 e 4 anos.

A promotoria afirma que Henry foi espancado até a morte pelo padrasto e que a mãe sabia do risco que o filho estava correndo.

Nesta fase do processo, são ouvidas testemunhas de acusação e também de defesa. Além disso, os réus serão interrogados. Se a juíza avaliar que a denúncia foi comprovada, Jairinho e Monique irão a júri popular.

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