Leia também:
X Ambev cobra o Carrefour por morte de homem no RS

Morte no Carrefour: Seguranças são demitidos por justa causa

Grupo Vector rescindiu os contratos dois dois envolvidos no espancamento de João Alberto Silveira Freitas

Pleno.News - 21/11/2020 19h18 | atualizado em 21/11/2020 21h28

Homem negro foi espancado e morto por segurança e PM em Carrefour de Porto Alegre Foto: Reprodução

Passadas mais de 24 horas da morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, o Grupo Vector, empresa terceirizada do hipermercado Carrefour, anunciou que rescindiu por justa causa os contratos de trabalho dos dois vigilantes envolvidos no espancamento do homem na noite de quinta-feira (19). A morte gerou revolta e protestos em todo o país. O laudo médico apontou que a vítima morreu por asfixia.

Em comunicado, a empresa disse lamentar “profundamente os fatos ocorridos e se sensibiliza com os familiares da vítima”. Em nota divulgada na noite passada, a companhia garantiu não ser responsável pela vigilância do prédio, mas sim do setor de prevenção e perdas.

O Grupo Vector também assegurou que irá auxiliar a Polícia Civil na elucidação dos fatos “estando à disposição das autoridades e colaborando com as investigações para apuração da verdade” e que “submete seus colaboradores a treinamento adequado inerente às suas atividades, especialmente quanto à prática do respeito às diversidades, dignidade humana, garantias legais, liberdade de pensamento, bem como à diversidade racial e étnica”.

Os vigias Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva, policial militar temporário, foram flagrados pelas câmeras de segurança espancando João Alberto até a morte. Os dois tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça. Eles foram autuados em flagrante por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Nesta sexta-feira (20), uma grande manifestação foi realizada em frente à unidade do Carrefour, situada na zona norte de Porto Alegre (RS). O protesto terminou em confronto entre manifestantes e a Brigada Militar. Cinco pessoas ficaram feridas, três manifestantes e dois PMs. Outras duas foram presas.

Palco do confronto na noite passada, o Carrefour amanheceu novamente com as portas fechadas, sem previsão de reabertura. O estacionamento do hipermercado foi depredado.

*Estadão

Leia também1 Ambev cobra o Carrefour por morte de homem no RS
2 Carrefour: Histórico tem morte de animal e até corpo ignorado
3 CEO do Carrefour lamenta morte e pede treino para funcionários
4 Homem morto em Carrefour no RS tinha antecedentes criminais
5 Delegada não vê racismo no caso de homem morto em Carrefour

WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.