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Moradores de rua são expulsos de abrigo e se revoltam

Mudança aconteceu para dar lugar aos venezuelanos

Jade Nunes - 06/04/2018 09h26

A cidade de São Paulo Foto: Pixabay

A chegada dos venezuelanos em São Paulo causou revolta entre moradores de rua que usavam o Centro Temporário de Acolhimento (CTA) de São Mateus, na zona leste da capital.

Eles tiveram de deixar o albergue para dar lugar aos refugiados. Barrado do equipamento, um grupo com cerca de dez pessoas montou uma “maloca” em uma praça a 350 metros de distância, onde dormiu sobre papelões.

A saída dos moradores de rua do albergue, nesta quarta-feira (4), foi marcada por tumulto. Revoltados, alguns ex-abrigados no CTA atiraram pedras – e uma delas acertou o joelho direito do guarda-civil Francisco Moisés do Nascimento, de 35 anos. O caso aconteceu por volta das 19h40.

– Eles avisaram que a gente tinha de sair – afirmou Maurício Aquino, de 19 anos, um dos que foi se abrigar embaixo do coreto da Praça Felisberto Fernandes da Silva.

Já Jefferson Silva, de 22 anos, disseram que todos foram pegos de surpresa.

No portão do CTA, nesta quinta-feira (5), era possível ler um aviso: “A SMADS (Secretaria de Assistência Social), em compromisso com a ACNUR prioriza o bem-estar dos venezuelanos que estão passando por um processo de adaptação”.

– Eles ofereceram para a gente ir para (o CTA de) Aricanduva e Guaianases, mas não é assim. Eu estava bem, tinha um lugar fixo e, de repente, tenho de mudar. Isso desanima – disse Fabio Toledo, de 43.

O secretário Filipe Sabará negou que a decisão tenha sido repentina.

– Conversamos com eles desde o fim de semana passado – disse.

Segundo o titular da pasta, a “maloca” é antiga.

– Eles já permaneciam na praça anteriormente. Foi até um dos motivos para fazermos o CTA – concluiu o secretário.

*Com informações da Agência Estadão

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