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Mistério sobre surto de lesões em Pernambuco é solucionado

Pacientes apresentam dermatite causada por mariposa da espécie Hylesia

Thamirys Andrade - 08/12/2021 16h52 | atualizado em 08/12/2021 17h30

Solucionado surto de lesões que provocam coceira em Pernambuco
Reação alérgica é provocada quando as cerdas das mariposas entram em contato com a pele Fotos: Reprodução / TV Globo | Divulgação / SBD

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) informou, nesta quarta-feira (8), que o mistério em torno do surto de lesões dermatológicas registradas em Pernambuco foi solucionado. Em nota, o órgão confirma que se trata de dermatite provocada por uma espécie de mariposa chamada Hylesia.

No comunicado, os médicos Cláudia Ferraz e Vidal Haddad Junior detalham que imagens analisadas por microscópio comprovam a existência de cerdas de mariposas nas amostras coletadas da pele dos pacientes. As informações são do portal G1.

– Chegamos à conclusão, ao diagnóstico de dermatite causada por mariposas. Esse diagnóstico foi bem estabelecido pela própria característica das lesões, que se localizavam na área dos braços, área exposta, e também pela época do ano em que ocorre uma proliferação natural das mariposas – explica Ferraz, que é vice-presidente da SBD em Pernambuco.

De acordo com ela, as cerdas são liberadas durante o voo das mariposas e, quando entram em contato com a pele, provocam reação alérgica com irritação e coceira. Sequer é preciso ter contato direto com o inseto para tal, pois as cerdas são levadas pelo ar até a superfície da pele e de objetos.

– Esse voo costuma ocorrer à noite. Não é à toa que os pacientes relatam que essa coceira é mais intensa no período noturno. E, além de caírem sobre a superfície da pele, podem ficar sobre móveis, sobre roupas, se ficarem em contato com essas mariposas – detalhou.

Mariposa Hylesia
Mariposa Hylesia Foto: Divulgação / SBD

O surto de dermatite atinge ao menos 21 cidades pernambucanas e levantou muitas dúvidas sobre a sua origem. Uma das hipóteses é de que poderia ser escabiose, também conhecida como sarna, mas os pesquisadores frisaram que nenhum ácaro foi encontrado nas amostras. Quadros virais e de infecção também foram descartados, visto que os pacientes não registraram outros sintomas relacionados à coceira.

Segundo os profissionais de saúde, a reação alérgica causada pelas mariposas pode durar entre sete e 20 dias, e o tratamento varia de acordo com a intensidade das erupções.

– Lesões mais localizadas, a gente geralmente conduz com a aplicação de medicações, em creme, com corticoides que têm poder anti-inflamatório muitas vezes associados a anti-histamínicos, para reduzir essa coceira, e, em casos muito acentuados, corticoides orais – afirmou Ferraz.

Ela também enfatizou a importância de o paciente buscar unidade de saúde e não se automedicar, mas recomendou compressas frias sobre a região das lesões.

Ferraz pediu ainda que se evite matar as mariposas, pois elas são “fundamentais no ciclo biológico e para o próprio equilíbrio da natureza”.

– Se houver a percepção de mariposas na área, a gente recomenda a colocação de panos úmidos sobre as superfícies, para remover possíveis cerdas depositadas naqueles locais. […] A gente é que está margeando o local da mata; então, vamos aprender a lidar com esses ciclos naturais do animal – pediu.

A Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde do Recife reforçou o pedido para que não matem as mariposas e recomendou colocar telas nas janelas, mantê-las fechadas ao entardecer e não deixar roupas no varal durante esse período do dia.

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