Militantes do PT na UFBA agridem deputado Diego Castro do PL
A legislação eleitoral proíbe propaganda em bens públicos, como é o caso da Universidade Federal
Pleno.News - 20/08/2026 14h41 | atualizado em 20/08/2026 17h06

Nesta quinta-feira (20), o deputado estadual Diego Castro (PL) retirou adesivos de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. A ação ocorreu após o parlamentar receber uma denúncia de um estudante sobre a presença do material na instituição.
A presença de Diego Castro provocou protestos e discussões entre estudantes. Durante o episódio, integrantes do grupo contrário à atuação do deputado o chamaram de “fascista”. O parlamentar afirmou que foi à universidade para questionar o uso de um espaço público para divulgação de material político-eleitoral.
– Universidade pública não é comitê eleitoral de Lula, de Jerônimo ou de partido nenhum. Se querem fazer campanha, que façam nas ruas, nos comitês e dentro das regras eleitorais. O que não pode é transformar um espaço mantido com dinheiro público em extensão de campanha política – afirmou o deputado.
Segundo Diego, a denúncia foi feita por um estudante que teria se incomodado com a presença dos adesivos. Ele defendeu que alunos com diferentes posições políticas tenham espaço dentro da universidade e criticou a reação à retirada do material.
– É curioso que aqueles que dizem defender a democracia reajam dessa maneira quando alguém questiona o uso político da universidade. Fui chamado de fascista simplesmente porque não aceitei calado que um patrimônio público seja utilizado para proselitismo político. Universidade é lugar de ensino, pesquisa, debate e pluralidade, não propriedade de um partido – declarou.
O deputado também disse que pretende pedir esclarecimentos sobre os adesivos e avaliar possíveis medidas relacionadas ao caso. Para ele, as regras devem valer da mesma forma para materiais que beneficiem candidatos de diferentes grupos políticos.
– Recebemos a denúncia de quem estuda aqui e não aceita essa apropriação partidária. O estudante não pode entrar em uma universidade federal e ter a sensação de que está entrando em um diretório político. O espaço pertence a todos: a quem é de direita, de esquerda, de centro e a quem simplesmente não quer participar de política – disse.
– Se fossem adesivos meus ou de qualquer candidato da direita em espaço público utilizado de maneira irregular, a regra teria que ser a mesma. Não existe dinheiro público de esquerda ou de direita. Existe patrimônio público, e ele não pode ser apropriado eleitoralmente por quem quer que seja – completou Diego Castro.
A legislação eleitoral restringe a veiculação de propaganda em bens públicos ou de uso comum. A aplicação dessas regras depende das circunstâncias da exposição e de o material ser caracterizado como propaganda eleitoral.
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