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Trabalho auxilia na ressocialização e garante redução de pena

Rafael Ramos - 30/01/2020 13h10

Diante das ruas enlameadas e entulhos amontados no centro de Abre Campo, em Minas Gerais, o diretor-geral do presídio da cidade, Leandro Freitas, solicitou a liberação de presos para ajudar no trabalho de limpeza da região. O pedido foi atendido pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Bruno Miranda Camêlo, e 33 detentos foram às ruas com o benefício da remição de pena.

– A cidade ficou completamente destruída. Todo o centro comercial ficou alagado e dezenas de comerciantes perderam praticamente tudo. Estou aqui há sete anos e tenho carinho por este município. Poder ajudar de alguma forma neste momento é muito recompensador. Tivemos o apoio da prefeitura, do Judiciário e de parceiros do sistema prisional – relatou Leandro.

Os internos trabalham de 8h às 16h com ferramentas cedidas pela prefeitura e ainda têm direito a almoço. Detido desde 2010, Julimar Costa Moreira disse que poder ajudar as famílias de Abre Campo é muito gratificante.

– É o mínimo que posso fazer. O que eu sinto, não consigo expressar por palavras. Poder fazer algo realmente útil é o que chamo de processo de ressocialização. Somos pessoas condenadas que precisam de uma oportunidade para fazer algo na intenção de melhorar cada vez mais. Quando ajudamos famílias de outras pessoas, temos a sensação de estar ajudando a nossa própria família.

De acordo com o policial Fabiano Martins, que é um dos responsáveis pela escolta dos presos, a população tem recebido a equipe com um sorriso no rosto e os internos se mostram cada vez mais dispostos a ajudar.

– Temos que agradecer porque não perdemos nenhuma vida. Trazer presos para ajudar na recuperação das ruas e na limpeza das casas de pessoas que perderam praticamente tudo causa uma sensação inexplicável de gratidão. Quando soube que eu poderia ajudar a população deslocando os internos até o centro, fiquei muito empolgado. As pessoas nos recebem com sorriso no rosto, apesar do turbilhão de problemas que enfrentam. Os presos ficaram satisfeitos e estão muito dispostos a ajudar – afirmou Fabiano.

Além de Abre Campo, a população de Ponte Nova e Manhumirim também tem contado com a ajuda de presidiários na limpeza das ruas. Diretora do Complexo Penitenciário de Ponte Nova, Aline Gonçalves de Araújo disse que os presos “estão fazendo a diferença para o município”.

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