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“Meu filhinho deve ter sofrido muito”, diz pai do menino Henry

Leniel Borel afirmou que passou mal após receber a notícia da prisão e chamou a ex-mulher de "infeliz"

Paulo Moura - 08/04/2021 08h27 | atualizado em 08/04/2021 09h24

Menino Henry Borel, de 4 anos, ao lado do pai Leniel Borel Foto: Reprodução

Em suas primeiras palavras após a prisão da ex-mulher, Monique Almeida, e do namorado dela, o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), pela morte do filho Henry Borel, de 4 anos, o engenheiro Leniel Borel de Almeida manifestou sua revolta com o caso.

Ao repórter Carlos De Lannoy, da TV Globo, Leniel falou do sofrimento do filho e chamou Monique de “infeliz”.

– Esta infeliz matou meu filho. Meu filhinho deve ter sofrido muito – disse.

O engenheiro disse que estava passando mal após ter recebido a notícia da prisão. Durante a madrugada, antes mesmo de saber da detenção da ex-mulher e de Jairinho, Leniel postou uma homenagem ao filho, que completa um mês de morto nesta quinta-feira (8), e pediu “desculpas” por não ter conseguido protegê-lo.

– 30 dias desde que te dei o último abraço. Nunca vou esquecer de cada minuto do nosso último final de semana juntos. Deixei você bem, cheio de vida, com todos os sonhos e vontades de uma criança inocente. Desculpa o papai por não ter feito mais, lutado mais e protegido você muito mais. Confiamos que Deus fará sobressair a sua justiça como a luz, e o seu juízo como o meio-dia – escreveu Leniel.

Segundo a polícia, o vereador Dr. Jairinho teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra o menino semanas antes da morte da criança. Ainda segundo as investigações, a mãe sabia de agressões. Jairinho teria se trancado no quarto para bater no menino. O casal foi preso na manhã desta quinta-feira (8).

Investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca) afirmam que o garoto foi assassinado. Policiais descobriram que Dr. Jairinho agredia o menino com chutes e golpes na cabeça e que a mãe sabia. Em 12 de fevereiro, Monique soube que Jairinho estava no apartamento, trancado no quarto, com o Henry. A polícia descobriu que ela estranhou que ele tivesse chegado cedo em casa.

Ainda segundo as investigações, no dia seguinte ao enterro do filho, Monique passou a tarde no salão de beleza de um shopping na Barra da Tijuca. Três profissionais cuidaram dos pés, das mãos e do cabelo da professora, que pagou R$ 240 pelo serviço.

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