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Médico de Krupp é indiciado por fraudar estado do modelo

Profissional contratado pela família pediu transferência do paciente para UTI depois que outros médicos já o haviam liberado para o sistema prisional

Thamirys Andrade - 18/08/2022 10h11 | atualizado em 18/08/2022 12h11

Bruno Krupp no Hospital Marcos Moraes Foto: Reprodução / Vídeo

O médico Bruno Nogueira Teixeira, contratado como assistente pela família do modelo Bruno Krupp, de 25 anos, foi indiciado por fraude processual. Segundo o inquérito, o profissional da saúde teria fraudado o estado de saúde do modelo a fim de impedir que ele fosse transferido do Hospital Marcos Moraes, no Bairro do Méier, ao sistema prisional do Rio de Janeiro. O modelo teve prisão decretada após atropelar o estudante João Gabriel Cardim Guimarães, de 16 anos, que não resistiu.

– É notório que as condições de qualquer estabelecimento prisional são piores que no Hospital Marcos Moraes ou em qualquer outro. Vale informar, ainda, que o médico indiciado tentou a transferência do paciente à UTI do Hospital São Bento, localizado na Ilha do Governador, onde o mesmo é coordenador médico – observou o delegado Aloysio Berardo Falcão de Paula Lopes, segundo informações do jornal O Globo.

Previsto no artigo 347 do Código Penal, o crime de fraude processual acontece quando há a modificação intencional de dados para levar um juiz ou um perito ao erro. A infração tem pena de três meses a dois anos de prisão e também multa.

Embora os médicos responsáveis por Krupp tivessem declarado quadro de saúde estável e liberado o modelo para ser conduzido ao sistema prisional, o assistente da família contrariou os pareceres e determinou a transferência do jovem para a UTI.

Bruno Teixeira alegou que o paciente estava com injúria renal aguda, sendo eventualmente necessárias sessões de hemodiálise. A nefrologista do hospital, contudo, havia relatado bom estado de saúde e descartado lesões renais, no dia 5 de agosto.

– Impressão: Elevação de CPK sem alteração significativa de função renal, creatinina 0,9 desde a admissão, mantendo débito urinário. Sem distúrbios hidroeletrolíticos ou ácido-básico. Elevação de CPK (compatíveis com trauma local) em queda progressiva. Baixo risco de evolução para injúria renal aguda – registrou a médica.

Além disso, no prontuário médico constava que Bruno estava lúcido e orientado, apresentava quadro estável, movimentava os quatro membros e respirava ar ambiente. Embora ele apresentasse múltiplas escoriações pelo corpo, as tomografias descartaram qualquer sinais de fratura.

O modelo estava sob tratamento de antibióticos para impedir infecções cutâneas e havia passado por uma cirurgia bem-sucedida para remover os tecidos das escoriações. Ele já havia recebido, portanto, liberação da Neurocirurgia, Ortopedia e Cirurgia Plástica.

Em depoimento, o médico da família alegou que havia pedido a transferência de Bruno Krupp para a unidade de saúde que ele coordena somente por que não havia leito vago na UTI do Hospital Marcos Moraes. Entretanto, o fato de o modelo ter sido devidamente levado a um leito na UTI do hospital o contraria. Ainda a pedido do profissional, o paciente foi escoltado por policiais militares até um outro hospital da rede, na Barra da Tijuca, a fim de passar por exames de ressonância magnética.

Além do atropelamento de João Gabriel, Bruno Krupp é investigado por estupro e estelionato.

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