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Médica que xingou pacientes em postagens no Twitter é afastada

Profissional fez diversas publicações na rede social com termos ofensivos contra pacientes

Paulo Moura - 24/05/2022 15h50 | atualizado em 24/05/2022 16h01

Médica foi afastada do trabalho Foto: Pixabay

A médica que publicou, no Twitter, diversas postagens com xingamentos e reclamações sobre seus pacientes foi afastada pela Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré, cidade paranaense onde ela trabalhava. A informação consta em uma nota divulgada pela administração municipal na tarde desta terça-feira (24).

No comunicado, a prefeitura lamentou o ocorrido e afirmou que, de acordo com colegas da profissional, a conduta dela no trabalho era diferente das publicações feitas na rede social. A gestão local também declarou que a médica foi contratada por meio de uma empresa terceirizada e que realizava plantões às terças-feiras na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Almirante Tamandaré.

– Segundo os colegas, [a médica] sempre atendeu todos os pacientes com muito respeito e simpatia, sem reclamações por parte da população – relatou a prefeitura.

Ao final da nota, a gestão municipal informou que, caso a conduta seja confirmada, a profissional será desligada da equipe de plantonistas. Até a publicação desta reportagem, a médica ainda não havia se pronunciado sobre o ocorrido.

SOBRE O CASO
Além de ter sido afastada pela Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré, a médica também é alvo de uma investigação do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR). A apuração foi aberta após vários prints de tuítes da médica, identificada na rede social como Mari Lima, causarem grande repercussão nas redes sociais.

Em uma das postagens, feita no último sábado (21), a médica diz que a paciente “tem que ser muito filha de uma p***” para ir à 1h da manhã ao pronto-socorro “por conta de infecção urinária”. Na postagem, feita às 0h53, ela ainda afirma que “não tem outra expressão para descrever”.

Outra publicação, feita no dia 17 de maio, às 14h14, traz a seguinte mensagem: “as gestantes são tudo [todas] referenciadas de maternidade porta aberta e vem para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] quando começa a parir. P*** que pariu, mulher. Me deixa em paz”.

Antes disso, no dia 11 de maio, às 15h27, a mulher zomba da falta de conhecimento médico por parte de um de seus pacientes e escreve: “Hoje o paciente virou para mim e disse: ‘O meu problema é que eu tenho duas amígdalas’. Amígdalas is the new [é o novo] ‘eu tenho tireoide'”.

Já no dia 17 de abril, às 9h14, ela reclamou do fato de pacientes estarem no pronto-socorro em um feriado e questionou: “Qual a tara de vir no pronto-socorro num feriado por uma coisa que você já tá sentindo há mais de 30 dias?”.

Ao portal UOL, o Conselho Regional de Medicina do Paraná confirmou que a mulher é uma médica inscrita na autarquia e informou que instaurou um procedimento “para apurar denúncia em que comentários desrespeitosos, com pacientes e aos princípios que regem a atividade, teriam sido compartilhados nas redes sociais por profissional de medicina”.

– O trâmite ocorre sob sigilo, em respeito ao direito de ampla defesa e contraditório. O Conselho reafirma agir com zelo na preservação dos valores hipocráticos – completou o CRM.

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