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Mãe que matou filhas afirma ter feito “um bem” às crianças

Izadora Faria tirou a vida das meninas após uma sucessão de crueldades

Thamirys Andrade - 29/09/2022 13h19 | atualizado em 29/09/2022 13h54

Izadora Alves de Faria junto das filhas, Maria Alice e Lavínia Souza Foto: PM/Divulgação

Após matar suas duas filhas de 6 e 10 anos, uma moradora de Goiás demonstrou à polícia estar satisfeita com seus atos. De acordo com as autoridades, Izadora Alves de Faria, de 30 anos, afirmou ter feito “um bem” para as meninas ao livrá-las de uma vida difícil. O caso chocou habitantes da cidade de Edéia e até mesmo os investigadores.

– Na cabeça dela, ela tinha feito um bem para as crianças. Ela acha que ela livrou as meninas de viver uma vida que ela viveu – contou o delegado Daniel Moura, conforme informações do portal G1.

Segundo Izadora confessou em depoimento, ela tirou a vida das pequenas Maria Alice e Lavínia Souza após uma sucessão de crueldades.

– Ela confessou o crime, o modo como ela matou as crianças. Segundo ela, de início, ela tentou dar veneno, mas como ela viu que não iria funcionar, ela levou as crianças para uma caixa d’água, que fica em frente à casa, e tentou eletrocutar as crianças com uma extensão ligada à rede elétrica. Como ela viu que não ia dar certo, ela desligou a extensão e foi lá na caixa d’água e afogou as crianças. Quando as crianças estavam desacordadas, ela tirou as duas da caixa d’água e as colocou num colchão. Para certificar que tinha matado elas, ela deu um golpe de arma branca – contou Moura.

Local da tentativa de eletrocução Foto: Divulgação/Polícia Militar

As meninas foram encontradas pelo pai sob um cobertor, após ele chegar em casa no horário de almoço. Na ocasião, ele encontrou manchas de sangue no chão e localizou as meninas sobre um colchão.

– O pai estranhou, porque ele sempre deixa o portão aberto. Ele chamou pela esposa, ninguém respondeu. Quando ele abriu, ele viu que tinha um colchão com cobertor na área da frente. Quando ele tirou o cobertor, ele viu que as duas filhas estavam mortas – descreveu o delegado.

A mulher foi encontrada em um matagal perto de sua casa, com sinais de tentativa de suicídio. Segundo relato do pai das crianças, o relacionamento do casal vinha enfrentando dificuldades, e Izadora precisava fazer tratamento psiquiátrico.

Izadora está presa preventivamente por determinação do juiz Hermes Pereira Vidigal. Ela pode pode responder por duplo homicídio qualificado, com acréscimo de pena porque as vítimas eram menores de 14 anos e suas filhas. A pena pode chegar a 100 anos de prisão.

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