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Mãe e padrasto são presos após espancamento e morte de bebê

Menina só foi levada ao hospital um dia após as agressões

Pierre Borges - 15/09/2021 12h13 | atualizado em 15/09/2021 12h37

Mãe e padrasto são presos por espancamento e morte de bebê
Se condenado, casal pode pegar até 16 anos de prisão Foto: Polícia Civil de Goiás

Nesta quarta-feira (15), a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) prendeu a mãe e o padrasto de uma criança de três anos, pelo espancamento e pela morte dela. A vítima dos maus-tratos era uma menina, que morreu na madrugada da última terça-feira (14) em Trindade, região metropolitana de Goiás.

De acordo com os investigadores, a mãe da criança tem 23 anos e espancava a filha com o consentimento do padrasto, de 27 anos.

A delegada Silvana Nunes informou que a menina foi agredida a socos no último domingo (12), sofreu hemorragia interna e só foi levada para o médico na noite de segunda-feira (13), após alerta do padrasto.

A menina foi levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Trindade II, onde o casal alegou que ela teria caído em um parquinho. Mas um dos médicos que atendeu a criança apontou que as lesões no corpo da menina não condiziam com as de uma queda, ao que o casal mudou a versão e passou a dizer que o irmão da vítima, de seis anos, a teria agredido.

O médico acionou a Polícia Militar após a criança morrer, já durante a madrugada, devido a uma insuficiência respiratória. Ela chegou a ser intubada, mas não resistiu. O casal foi encaminhado para a delegacia de Trindade, onde a mãe confessou o espancamento.

– Ao final da entrevista com o casal, a mãe acabou por confessar que, no domingo, espancou a menina. Ela confessou que deu murros no abdome e nas costas na criança de três anos, alegando que estava corrigindo a menina porque era muito teimosa – relatou a delegada.

Silvana disse ainda que havia lesões antigas e recentes no corpo da criança, típico de casos em que há maus-tratos frequentes. A necrópsia revelou que lesões contundentes na região abdominal da menina provocaram o rompimento de veias intestinais. Também foram encontradas lesões no braço e na cabeça da vítima.

A mãe e o padrasto da criança estão presos, acusados de tortura qualificada resultando em morte e devem passar por audiência de custódia. Se condenados, poderão pegar de 8 a 16 anos.

Após o caso, o Conselho Tutelar ouviu o irmão da menina, que o casal citou como agressor da vítima, ao mudar a versão contada na UPA. O menino também possui lesões no braço e na cabeça e disse que apanhava sempre por ser “um menino teimoso”. Ele irá passar por atendimento psicológico, e o Conselho está a procura de um familiar que possa acolhê-lo.

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