Mãe e irmã de pr. Anderson serão assistentes de acusação

As duas acreditam que Flordelis foi a mandante do crime

Pleno.News - 11/09/2019 13h11

Irmã e mãe de Anderson do Carmo com o advogado Angelo Máximo Foto: Pleno.News/Rafael Ramos

Maria Edna e Michele – mãe e irmã do pastor Anderson do Carmo – serão assistentes de acusação no processo da morte do religioso. A autorização foi dada pela Justiça e o Ministério Público estadual terá o auxílio de Angelo Máximo, advogado das duas mulheres.

O pedido foi feito pela 3ª Vara Criminal de Niterói no fim de agosto e foi atendido, nesta terça (10), pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce. Entre as ações possíveis está o pedido de produção de provas, solicitar realização de perícia e elaborar perguntas para serem feitas às testemunhas.

Réus no caso, Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cezar dos Santos de Souza foram indiciados na primeira fase das investigações da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo. Um novo inquérito foi aberto para continuar investigando a participação de outras pessoas no crime, entre elas a própria Flordelis.

Angelo Máximo afirma que Edna e Michele acreditam que Flordelis foi mandante do crime. Filho adotivo do casal, Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, afirma que a mãe foi mentora intelectual do crime.

O CASO
O pastor Anderson do Carmo foi assassinado na madrugada do dia 16 de junho, na garagem de casa, em Pendotiba, Niterói (RJ). O laudo mostrou 30 perfurações pelo corpo, a maior parte nas costas, peito e região da virilha. Anderson era casado há 25 anos com Flordelis, pastora e deputada federal pelo Rio de Janeiro. Sempre ao lado da esposa, ele atuava como secretário-geral do PSD no Estado.

Dois filhos da pastora estão presos preventivamente, Lucas dos Santos, de 18 anos, e Flávio dos Santos Rodrigues, de 38 anos. O mais velho assumiu ter efetuado seis tiros. Lucas teria ajudado comprando a arma, mas não estaria em casa no momento dos disparos. Os agentes ainda estão investigando os pontos contraditórios.

Um terceiro filho teria afirmado, em depoimento, que não ouviu discussão, barulho de carro ou moto em fuga. Que quando chegou na cena do crime encontrou o irmão Flávio próximo ao pai, caído. Ele garantiu ainda que o celular de Anderson, que está sumido, foi entregue a Flordelis.

Ainda em depoimento, o filho disse que o pastor já recebeu uma mensagem com ameaça de morte e uma das irmãs ofereceu R$ 10 mil a Lucas para que cometesse o crime. Flordelis e três filhas já teriam colocado remédios na comida de Anderson, por isso, sua saúde estava debilitada.

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