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Mãe de Eliza: ‘Difícil ver sua filha retratada como lixo’

Sônia Moura disse que já conversou com o neto sobre homem que se fantasiou de 'goleiro Bruno'

Pleno.News - 03/11/2021 18h45 | atualizado em 04/11/2021 12h23

Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio Foto: Reprodução/ RedeTV!

Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, manifestou-se a respeito do episódio em que homem que se fantasiou de “goleiro Bruno” e segurou um saco preto com o nome da modelo. Segundo Sônia, é difícil ver a filha sendo retratada como lixo.

– É difícil ver sua filha retratada como lixo – declarou Sônia ao portal G1.

O homem, que se vestiu de Bruno, acabou sendo demitido de um estúdio de tatuagem por zombar da morte de Eliza. A “fantasia” foi usada em uma festa de uma casa de shows em Manaus (AM).

A foto, publicada pela próprio espaço onde o evento ocorreu, mostra o tatuador vestido com uma camisa do Flamengo, clube em que Bruno jogava na época da morte da modelo.

A mãe de Eliza também disse que já conversou com o neto, Bruninho, a respeito do episódio.

– Eu consegui fazer com que ele [Bruninho] não visse. Conversei e falei a respeito do que estava ocorrendo, até para preparar ele. Na escola pode haver comentários. Ele ficou assustado comigo, pensando que eu não estava bem – relatou.

Sônia falou ainda que essa não foi a primeira vez que o assassinato de sua filha “inspirou” participantes de festas a fantasia. Em 2018, estudantes de Minas Gerais foram a uma festa vestidos de Bruno e de Macarrão.

– Quando vi, me remeteu a um sofrimento de 2018, que tinha uns estudantes que fizeram uma postagem semelhante.

Em relação ao caso registrado em Manaus, uma nota divulgada nas redes sociais pelo estúdio de tatuagem El Cartel Tatuaria destacou que o homem era sócio da empresa, mas que a parceria foi desfeita e o homem foi demitido.

– O estúdio não compactua com qualquer forma de incitação à violência contra a mulher, deixando bem claro que o colaborador foi demitido, não fazendo mais parte do quadro de funcionários – afirmou.

A casa de shows que postou a imagem apagou a publicação e pediu desculpas pelo post. O estabelecimento também disse que o funcionário que fez a publicação foi afastado.

Eliza foi morta em 2010 e seu corpo nunca foi encontrado. Ao jornal Extra, a mãe dela disse que irá procurar a Justiça para tomar as medidas necessárias no caso.

– Eu já acionei a advogada para tomar as providências. Eu não vou admitir mais fazerem esse tipo de coisa com a minha filha. Justo no dia de hoje. É tão difícil para mim – declarou.

A deputada estadual do Amazonas, Joana Darc (PL), informou que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso. Pelas redes sociais, o delegado João Tayah, da Polícia Civil do Amazonas, disse que o homem terá que prestar esclarecimentos pela conduta.

– Feminicídio não é brincadeira. Feminicídio não é fantasia. É crime fazer apologia ao fato ou ao agente criminoso. Portanto, [se virem] qualquer estabelecimento que venha apresentar fantasias ofensivas a mulheres, que façam referências elogiosos a qualquer evento criminoso, podem acionar o 190 – afirmou.

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