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Mãe dá calote em lanchonete do ex que não paga pensão do filho

Jovem prometeu fazer pedidos na lanchonete toda semana

Gabriela Doria - 09/10/2020 16h17 | atualizado em 09/10/2020 18h42

Mulher pediu lanche na loja do ex-companheiro e não pagou Foto: Reprodução

O ditado diz que “vingança é um prato que se come frio”, mas este não foi o caso de uma carioca designer de sobrancelhas. Pelo contrário, o prato de Tayssa Maria, de 21 anos, veio quentinho. Inconformada com o pai de seu filho, que não paga pensão ao menino, a jovem viralizou nas redes sociais após compartilhar que, por vingança, pediu um lanche na lanchonete do ex e deu um calote na hora do pagamento.

Ela mora em uma comunidade na Zona Norte do Rio, e tem um filho de dois anos com Guilherme Rodrigues, de 30 anos, dono do estabelecimento onde pediu um combo de petiscos e hambúrgueres.

– Eu estava mexendo no meu celular e vi uma propaganda do lanche dele. O combo que tinha lá era R$ 70, quantos desse ele não vende por dia? Por semana? Não dá para pagar uma pensão? Foi aí que eu arquitetei tudo. Já que eu moro em comunidade, pedi para entregarem em frente a uma UPP que tem aqui. Caso acontecesse alguma coisa, eu já estava perto da polícia. Quando o entregador chegou eu expliquei a situação e pedi para ele ligar para o Guilherme. Ele atendeu, eu falei tudo que queria e ele desligou na minha cara – contou Tayssa ao jornal O Dia.

Ela diz não entender as razões do ex, com quem morou por 1 ano e 3 meses, em não assumir a criança e arcar com os custos da criação.

– Nós tínhamos planejado o bebê, fizemos book de fotos e tudo, só que depois ele teve a coragem de dizer que o filho não era dele – continua a jovem.

Ainda de acordo com a jovem, Guilherme teria oferecido pagar R$ 200 e justificou dizendo que o menino não tem o nome do pai registrado na certidão de nascimento.

– Eu abri um processo contra ele e ele ofereceu uma ajuda de R$200, que não serve para absolutamente nada. Eu preciso da assistência dele. Teve uma vez que nosso filho passou mal e eu fiquei 16 dias no hospital com a criança internada. Eu ligava para ele [pai] pedindo ajuda, mandava mensagem e ele me bloqueava. Um dia eu liguei para a mãe dele e ela falou que eu teria que resolver tudo na Justiça – lembrou Tayssa.

Ainda segundo ela, o motivo para não estar presente na vida da criança e nem ajudar financeiramente é porque Guilherme não gosta do menino.

– Eu e minha família fizemos o aniversário do meu filho sozinhos. São coisas bobas que ele não participa, ele não se interessa, não sabe nem onde a criança mora, como ele está, não tem carinho nenhum por ele – contou.

Questionada sobre o andamento do processo contra o ex-companheiro, Tayssa afirma que já está na Justiça há dois anos para que Guilherme assuma a paternidade.

– Na época nós fizemos o exame de DNA que constatou que o filho era do Guilherme. O processo não anda, eu ligo para o 129 (Defensoria Pública), dizem para eu ir no fórum, eu vou no fórum e falam que está tendo uma ‘juntada de petição’ e a gente continua nisso. Ele não se interessa em ajudar, então por isso que eu fiz isso do lanche. Peço até desculpas ao entregador, porque ele não tem nada a ver com isso, mas é meu filho em primeiro lugar. Agora toda semana eu vou dar um jeito de pedir alguma coisa lá [no estabelecimento]. Ou aprende no amor, ou aprende na dor – decretou.

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