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Lesão hepática provocou morte de Henry em 4 horas, diz perito

Perícia disse que Henry teve machucados causados por unhas, e uma ferida no lábio, frutos de uma tentativa de intubação

Paulo Moura - 23/04/2021 09h35 | atualizado em 23/04/2021 09h40

Menino Henry Borel, de 4 anos Foto: Reprodução

O perito Leonardo Huber Tauil, responsável por dois exames de necropsia no corpo do menino Henry Borel, informou em um laudo complementar que o garoto morreu em um intervalo de quatro horas após sofrer hemorragia interna provocada por lesão hepática. Como os peritos acreditam que ele já havia falecido ao ser socorrido por Monique e Jairinho às 4h09, o óbito deve ter acontecido entre 23h30 e 3h30.

Tauil respondeu a 16 perguntas elaboradas pelo delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), sobre as 23 lesões atestadas nos documentos. As questões fazem parte do laudo complementar do Instituto Médico Legal (IML) e foram incluídas no relatório final do inquérito que apura a morte do menino.

O legista ainda ainda respondeu que Henry apresentava lesões nas áreas “nasal” e “infra orbital” compatíveis com escoriações causadas por unhas. Assim como uma ferida no lábio provocada durante uma tentativa de intubação no Hospital Barra D’Or, os peritos acreditam que os machucados tenham sido causados também pelas pediatras nas manobras de reanimação.

O legista descreve também que Henry deu entrada na emergência do hospital com rigidez de mandíbula, temperatura de 34 graus e flacidez do restante do corpo. Como a morte foi atestada como suspeita às 5h42, um registro de ocorrência para a remoção do cadáver foi feito na 16ª DP e o menino foi encaminhado ao IML.

Também fazem parte do relatório novas mensagens recuperadas no celular de Monique, que revelam que a professora demonstrou gratidão à empregada da família, Leila Rosângela de Souza Mattos, após ela ter dado seu primeiro depoimento à polícia sobre a morte da criança.

– Dorme bem. E não nos abandone. Você, mesmo por pouco tempo, já faz parte das nossas vidas. Só não perde a fé. Ore por nós – disse Monique em mensagem enviada no dia 23 de março para a empregada, que respondeu: “Durma bem também! Eu não vou abandonar. Vou orar sempre. Beijos”.

No dia 14 de abril, quando o casal já estava preso sob suspeita da morte de Henry, Leila Rosângela voltou a prestar depoimento e fez revelações sobre uma suposta rotina de violência contra Henry investigada pela polícia. Ela admitiu ter visto o garoto com “cara de apavorado” e mancando.

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