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Ladrões notam que assaltaram esposa de Marcola e voltam atrás

Mesmo atrás das grades, condenado a 342 anos de prisão, líder do PCC é um homem temido

Gabriel Mansur - 15/08/2022 17h14 | atualizado em 15/08/2022 18h11

Marcola Foto: Reprodução/Fantástico

Imagens obtidas pelo Fantástico mostram uma conversa entre Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), maior organização criminosa de São Paulo, sua mulher Cynthia e um dos filhos do casal, de 13 anos, na Penitenciária Federal de Brasília, no dia 3 de novembro de 2021. Ou seja, antes de ele ser transferido para a prisão de Rondônia. Ainda que separados por um vidro, eles dialogam por meio de um telefone.

No parlatório, Cynthia contou ao marido, que atua dentro e fora dos presídios, que foi assaltada enquanto trafegava por uma rodovia popular de São Paulo. Diante de um Marcola aparentemente surpreso com a ousadia dos ladrões, a esposa, entretanto, afirma que seus bens – um celular e uma transferência por Pix – foram devolvidos assim que os bandidos associaram seu nome ao do criminoso.

– Roubaram o celular e transferiram dinheiro. Na Marginal. Via expressa. Era trânsito, parou. Tomei um susto tão grande, demorei uns segundos pra voltar ao normal. Aí devolveram porque viram meu nome. Que era seu nome. Cynthia Willians Herbas Camacho. Mandaram entregar lá no salão. Devolveram o celular e o dinheiro do Pix – contou Cynthia.

Marcola, então, disse não acreditar, em tom incrédulo. Depois, afirmou que é muito conhecido por aquela região, o que pode justificar a devolução do aparelho telefônico e do dinheiro roubado.

Mesmo atrás das grades, condenado a 342 anos de prisão, Marcola é um homem temido. Foi na cadeia, onde entrou pela primeira vez com 18 anos, que ele se consolidou como o nome forte do grupo.

– O Marcola já respondeu por crimes de roubo, de roubo qualificado, de roubo a banco. Já respondeu por tráfico. Responde e respondeu por homicídio também. Por liderar a organização criminosa paulista. E tem condenação também por estar envolvido em plano de morte de autoridades aqui no estado de São Paulo – diz o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de São Paulo, Lincoln Gakiya.

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