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Justiça ouvirá 36 testemunhas no caso de George e Juliana

A audiência das testemunhas acontece em outubro

Camille Dornelles - 13/08/2018 11h29 | atualizado em 13/08/2018 14h42

George Alves e Juliana Salles Foto: Reprodução

A audiência dos pastores George Alves e Juliana Salles, marcada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJES) para o dia 23 de outubro ouvirá 18 testemunhas de acusação. Outras 18 já foram arroladas pelo Ministério Público Estadual e irão prestar depoimentos em data a ser definida.

O processo judicial acontecerá no Fórum de Linhares e o juiz responsável é o magistrado André Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares. O processo corre em sigilo e, por isso, as audiências e a identidade dos depoentes não serão abertas ao público.

Após o depoimento das testemunhas de acusação começará o mesmo processo para as testemunhas de defesa. As informações foram dadas pelo portal Gazeta Online.

CASO
Com pouco mais de um mês de investigações, a Polícia Civil concluiu que o pastor George matou o filho Joaquim, de 3 anos, e o enteado Kauã, de 6, carbonizados. O incêndio aconteceu na madrugada do dia 21 de abril.

Segundo o delegado André Costa, responsável pelo caso, os meninos foram agredidos depois de serem abusados sexualmente para ficarem desacordados e não tentarem fugir do fogo.

O crime aconteceu na cidade de Linhares, no Espírito Santo. O homicídio foi motivado exatamente para esconder os abusos. O caso chocou as autoridades a ponto de o chefe da Polícia Civil, Guilherme Daré, declarar que era pior do que o da menina Isabella Nardoni, assassinada pelo pai e pela madrasta em 2008.

George Alves deve responder por duplo homicídio triplamente qualificado e duplo estupro de vulnerável. As penas máxima somadas chegam a 126 anos.

A mãe das crianças, Juliana, também foi presa acusada de saber dos abusos que os meninos sofriam.

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