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Justiça manda bloquear R$ 11 milhões em bens de Alckmin

Ex-governador é réu na Justiça eleitoral por corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois

Henrique Gimenes - 05/08/2020 15h46 | atualizado em 05/08/2020 16h21

Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

Na decisão em que tornou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin réu, a Justiça Eleitoral do estado também determinou que bens e valores em contas bancárias do político sejam sequestrados. O total que pode ser bloqueado chega ao limite de R$ 11,3 milhões.

A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (5), pela Polícia Federal.

Alckmin virou réu na quinta-feira (30) por corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois. O juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, aceitou a denúncia do Ministério Público Eleitoral.

Para o magistrado, “foi possível identificar diversas coincidências entre as ordens de pagamento registradas nos sistemas da empresa Odebrecht e as informações prestadas pelos colaboradores”.

O bloqueio dos bens foi pedido pela Polícia Federal (PF) com o objetivo de “assegurar eventual ressarcimento à União, ainda que parcial”.

A acusação se refere a pagamentos feitos às campanhas eleitorais de 2010 e 2014, quando Alckmin disputou o governo de São Paulo. De acordo com a Promotoria, o ex-governador recebeu R$ 2 milhões em espécie da Odebrecht na campanha em 2019 e R$ 9,3 milhões durante a reeleição. Ele foi eleito nas duas vezes.

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