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Justiça do Rio mantém prisão de filha roubou a própria mãe

Sabine Boghici é acusada de aplicar um golpe avaliado em R$ 725 milhões em Geneviève Boghici, de 82 anos

Gabriel Mansur - 13/08/2022 14h45

Sabine Boghici teve a prisão temporária mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) neste sábado (13). A mulher é suspeita de ser mandante de um golpe avaliado em R$ 725 milhões sobre a própria mãe, a idosa Geneviève Boghici, de 82 anos.

Além de Sabine, a Justiça também manteve a prisão temporária de outros três membros da quadrilha. São elas as falsas videntes Rosa Stanesco Nicolau, que tentou fugir da prisão pulando pela janela de seu apartamento, e Jacqueline Stanescos Gouveia. Gabriel Nicolau, que é filho de Rosa e também suspeito de participar da extorsão, é outro que seguirá detido.

Os juízes Pedro Ivo Martins Caruso D’Ippolito, Rachel Assad Cunha, Ariadne Villela Lopes e Mariana Tavares Shu avaliaram que as prisões temporárias, expedidas pela 23ª Vara Criminal da Comarca da Capital, estão regulares.

Sabine Coll Boghici é filha de um dos maiores marchand e colecionadores de arte do país, o romeno Jean Boghici, falecido no Rio de Janeiro em 2015, e de Geneviève Rose Marie Coll Boghici, 82 anos.

Ela e as comparsas são acusadas de dar golpe na mãe idosa, que morava na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o bando roubou cerca de R$ 725 milhões, entre obras de artes, joias e dinheiro, de Geneviève.

RELEMBRE O CASO
A francesa Geneviève Boghici é viúva do marchand Jean Boghici, que morreu no ano de 2015. De acordo com as investigações, a série de explorações contra ela teriam começado em janeiro de 2020, quando a idosa foi abordada por uma suposta cartomante que se apresentou como Diana.

Na ocasião, a mulher teria dito que a filha de Geneviève estava doente e morreria dentro de pouco tempo. Aproveitando-se das crenças da senhora, a mulher a convenceu a investir em tratamentos espirituais para salvar Sabine. Oito pagamentos foram feitos entre 22 de janeiro até 5 de fevereiro, somando R$ 5 milhões.

Durante esse período, Sabine isolou Geneviève de pessoas próximas e demitiu os funcionários domésticos. Desconfiada da filha, a francesa decidiu suspender os pagamentos. A partir de então, Sabine passou a ameaçar a mãe de morte e a agredi-la. Ao longo do isolamento causado pela pandemia da Covid-19, os abusos ficaram mais recorrentes, e Geneviève foi proibida até mesmo de usar o telefone.

Nesse tempo, a filha da francesa recebia visitas de outra suposta vidente envolvida no golpe, Rosa Stanesco Nicolau, também conhecida como Mãe Valéria de Oxossi. Por diversas vezes, Sabine ameaçava a mãe com facas, e Rosa mandava matá-la caso não fossem realizadas transferências bancárias. Ao todo, foram realizadas 39 pagamentos à quadrilha liderada por Sabine, além dos bens que foram levados da casa da francesa, sob a alegação de que eles estavam amaldiçoados e precisavam ser benzidos.

Entre as peças furtadas estavam 16 obras de arte milionárias, de autoria de Tarsila do Amaral, Cícero Dias, Antônio Dias, Michel Macreau, entre outros artistas. Até o momento, a polícia recuperou R$ 303,5 milhões dos R$ 725 milhões roubados.

A Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade está responsável pelo caso. Seis mandados de prisão e 16 de apreensão foram expedidos. Sabine, Rosa e outros envolvidos, Gabriel Nicolau Traslaviña Hafliger e Jacqueline Stanescos, foram presos nesta quarta-feira (10).

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