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Justiça do DF nega pedido de cela separada para Lázaro Barbosa

Juíza afirmou que pedido não poderia ser analisado, "pois depende da concretização de fatos futuros e incertos"

Paulo Moura - 22/06/2021 11h41 | atualizado em 22/06/2021 11h56

Lázaro Barbosa Foto: Reprodução

A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF) rejeitou, na segunda-feira (21), uma solicitação feita pela Defensoria Pública para que Lázaro Barbosa, conhecido como “serial killer do DF”, fique em um cela separada dos demais detentos, em caso de prisão. Para a juíza Leila Cury, o pedido é “inoportuno”.

A defensoria havia solicitado proteção da integridade física e psíquica de Lázaro Barbosa, de 32 anos, que é procurado há 14 dias pela morte de quatro pessoas da mesma família, em Ceilândia, no DF, e não havia sido preso até a manhã desta terça-feira (22).

O pedido dizia que o caso de Lázaro tem “enorme repercussão nacional” e que, por isso, é necessário “salvaguardar a vida e a saúde” do investigado. A defensoria citou ainda que “tortura” e “violência físicas e psicológica” são práticas ilícitas e que o caso gerou “um sensacionalismo exacerbado”.

Para a juíza Leila Cury, porém, os pedidos não devem ser considerados agora “pois dependem da concretização de fatos futuros e incertos”. A magistrada informou que, caso Lázaro seja capturado, ainda não se sabe se ele será transferido para o Distrito Federal, já que as buscas por ele estão concentradas em Goiás.

– É completamente descabido analisar eventual cometimento tortura, a uma, porque sequer foi descrita qualquer conduta criminosa; a duas, porque o sentenciado deste feito, apontado como potencial vítima, sequer está preso; e, a três, porque este Juízo não é competente para analisar e julgar crimes, mas para executar penas – destacou a magistrada.

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