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Juíza nega indenização à mulher e dispara: “Geração do mimimi”

Magistrada questionou ação aberta por mulher que caiu da cadeira de uma igreja e pediu indenização por danos morais

Paulo Moura - 31/03/2021 12h14 | atualizado em 31/03/2021 12h45

Juíza negou pedido para mulher que caiu de cadeira em igreja Foto: Pexels

A decisão de uma juíza em Goiás, que negou o pedido de indenização contra a Arquidiocese de Goiânia feito por uma mulher que caiu de uma cadeira durante uma missa, chamou a atenção por conta de uma expressão usada por ela na sentença. Ao falar sobre o pedido, a magistrada Marli de Fátima Naves chamou ações do tipo como parte da “geração mimimi”.

– Infelizmente, a sociedade adulta chegou numa triste fase do não posso ser contrariado, quer na vida civil, quer na congregação dos santos, uma espécie da já famosa geração do mimimi, o que não se espera de alguém que alcançou a idade madura, que deveria refletir proporcionalmente na maturidade – escreveu.

O caso ocorreu em 2019, durante uma novena. A cadeira da igreja teria quebrado quando a mulher se sentou, e ela sofreu uma queda. Constrangida, ela entrou com ação na Justiça em busca de indenização por danos morais, danos estéticos e danos materiais.

Na sentença, proferida no último sábado (27), a juíza entendeu que não ficou caracterizada a culpa da igreja e que a situação ocorreu por motivo fortuito, ou seja, que era impossível de prever. A magistrada chamou, ainda, a atenção para a banalidade do caso.

– Ora, quem nunca caiu de uma cadeira, nos pisos escorregadios das igrejas, ou, até em sua própria residência, sentando-se naquela cadeira de longos tempos, que muito ornou o cenário de belas conversas – escreveu.

No entendimento da magistrada, não houve dolo ou culpa da igreja no que ela considerou evento fatídico. Ela pontuou, ainda, a ausência nos autos de alguma foto da cadeira ou prova testemunhal que pudesse comprovar o “defeito ou inaptidão para comprovar o peso de uma pessoa ao se sentar”, e questionou a religiosidade da autora da ação.

– Que exemplos se dá com um pedido como os dos autos aos gentios, será esse o evangelizar que Jesus pregou na cruz do Calvário? – questionou.

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