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Paulo Moura - 30/08/2022 08h32 | atualizado em 30/08/2022 11h33

Cônsul alemão (de verde) deixou o Rio de Janeiro e foi para a Alemanha Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e decretou, na noite desta segunda-feira (29), a prisão do cônsul alemão Uwe Herbert Hahn, acusado pela morte do companheiro, o belga Walter Biot. O juiz Gustavo Kalil, da 4ª Vara Criminal da Capital, também determinou a inclusão do nome do cônsul na lista de foragidos da Interpol.

– Verifico que o fato é muito recente, em tese perpetrado aos 5 de agosto deste ano, tendo o acusado supostamente ceifado a vida de seu cônjuge Walter Henri Maximilien Biot, por suposto motivo torpe, alegado sentimento de posse, em tese meio cruel, severo espancamento e, ainda, recurso que teria dificultado a defesa da vítima – destacou o magistrado na decisão.

Na última quinta (25), a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio concedeu liberdade para Uwe. O cônsul deixou a prisão em Benfica, na Zona Norte do Rio, no dia seguinte à decisão. Na noite de domingo (28), ele deixou o Rio de Janeiro e desembarcou na segunda (29) em Frankfurt, na Alemanha.

Na decisão que relaxou a prisão, a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita alegou que houve “flagrante excesso de prazo para a propositura da ação penal” por parte do Ministério Público. Já o MP, rebateu a alegação e disse que não tinha sido intimado para oferecimento de denúncia. O 4° Tribunal do Júri, por sua vez, afirmou que a promotoria foi, sim, intimada.

A delegada Camila Lourenço, que comandou a investigação, defendeu o trabalho da polícia e disse que a corporação depende do esforço de todos os órgãos.

– A Polícia Civil fez todo o trabalho investigativo para prender e elucidar a autoria, mas a polícia depende do esforço de todos os órgãos para ele (Uwe) ser mantido preso, processado e julgado. Uma vez reconhecido o excesso de prazo, poderia ter sido retido o passaporte para dificultar a fuga – ressaltou a delegada.

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