Jovem que fugiu de estupro ao pular de prédio foi assaltada 11x
Microempresária já tinha sido rendida dentro do salão de beleza onde quase foi violentada
Thamirys Andrade - 17/02/2021 15h51 | atualizado em 17/02/2021 16h05

Ao longo dos seus 36 anos, Juliane Lacerda já foi vítima de diversos episódios de violência. Apesar de ter ficado conhecida por fugir de uma tentativa de estupro, pulando do primeiro andar de um prédio, a cabeleireira já foi assalta 11 vezes e sabe bem qual é a sensação de ter uma arma apontada contra si.
Na última vez antes da tentativa do estupro, ela chegou a ser levada pelo bandido para outro local, coagida por um revólver.
– Parece que ele já estava sendo seguido. O cara me apontou a arma, me colocou dentro do carro e levou a gente para uma outra rua. Senti muito medo mesmo, mas não chegou nem perto desse último – disse ela em entrevista ao jornal Metrópoles
O episódio na manhã do dia 29 de janeiro, contudo, não lhe deixou apenas marcas emocionais, mas também físicas. Quando foi encurralada em seu próprio salão de beleza em Goiânia por um ladrão com uma faca que intentava também estuprá-la, ela não hesitou em tomar a decisão de pular da sacada, mesmo sabendo que correria graves riscos.
– Eu não tinha outra saída. O homem era visivelmente frio, e eu não sabia do que ele era capaz. Na hora [em] que eu caí e que bati no chão, eu já caí sentada. E, quando eu sentei, eu já senti a perna adormecer todinha. Na hora, me veio à cabeça que eu nunca mais iria andar. O meu grito não era só de dor física, era de desespero de pensar que eu nunca mais poderia andar – relata ela.
O bandido deixou o salão de beleza às pressas. Contudo, na queda, Juliane quebrou uma vértebra lombar, que pressionou a medula óssea e os dois calcanhares. De acordo com os médicos, sua lesão foi “gravíssima”, e eles não sabem dizer se ela retornará a andar. A microempreendedora, porém, diz que tem fé e recuperou parte dos movimentos da perna direita.
Atualmente, ela vive na cadeira de rodas e é cuidada por sua mãe e sua irmã.
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