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José Rainha pediu R$ 2 milhões para devolver terreno invadido

De acordo com a Polícia Civil, líder da FNL lidera quadrilha que teria extorquido seis fazendeiros

Paulo Moura - 07/03/2023 10h28 | atualizado em 07/03/2023 12h19

José Rainha, líder da FNL Foto: Reprodução/YouTube Podcast Prudente

O líder do movimento Frente Nacional de Lutas (FNL), José Rainha Júnior, é acusado de cobrar R$ 2 milhões para devolver uma fazenda invadida pelo grupo liderado por ele. Rainha e o coordenador nacional da FNL, Luciano de Lima, estão presos desde o último sábado (4), sob suspeita justamente de extorquir fazendeiros no interior de São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, José Rainha Júnior, Luciano de Lima e Cláudio Ribeiro Passos; o Cal; lideram uma quadrilha que teria extorquido seis fazendeiros da região do Pontal do Paranapanema, no interior paulista.

Segundo informações divulgadas pelo site Metrópoles, a fazendeira Maria Nancy, da cidade de Rosana, que fica a 730 quilômetros da capital paulista, foi uma das vítimas do grupo. Em depoimento, a mulher teria declarado que o trio pediu R$ 2 milhões e 20 alqueires de terra para devolver a fazenda dela, invadida em outubro de 2021.

Nancy teria afirmado aos policiais que foi procurada, após a invasão, pelo advogado Cirineu Dias, que manifestou interesse em comprar a propriedade. Em uma foto, ele apareceu ao lado de José Rainha. O advogado, segundo o depoimento da fazendeira, afirmou que, por causa da invasão de sua fazenda, “teria que pagar” o líder da FNL.

– Ele chegou a lhe dizer que teria que ser realizado um acordo com Zé Rainha, posto que se ele fosse beneficiado de alguma forma ele tiraria os acampados da fazenda. (…) A proposta seria que a declarante teria que pagar a José Rainha R$ 2 milhões e mais 20 alqueires. Somente após esse acerto com José Rainha a fazenda poderia ser negociada – diz trecho do inquérito policial.

Em nota divulgada no último domingo (5), os advogados Raul Marcelo e Rodrigo Chizolini, que representam os líderes da FNL, afirmaram que Rainha e Lima são “dois trabalhadores do campo que lutam por justiça social e reforma agrária” e que “vão utilizar, dentro da lei, todos os recursos necessários”.

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