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Jairinho afirma que Henry pode ter morrido de “causas naturais”

O ex-vereador responde por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunha

Pierre Borges - 04/01/2022 13h31 | atualizado em 04/01/2022 13h41

Ex-vereador Jairinho Foto: Agência O Globo/Guito Moreto

Preso por torturar e assassinar seu enteado, Henry Borel, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, pronunciou-se pela primeira vez sobre a morte de Henry. Em uma carta divulgada nesta terça-feira (4), ele afirma que o menino pode ter morrido de forma “natural”.

O documento de seis páginas, escrito na Cadeia Pública Pedrolino Oliveira, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, foi divulgado pelo UOL e obtido pelo jornal O Globo. Nele, Jarinho criticou os laudos emitidos pelo Instituto Médico-Legal (IML), que identificaram 23 lesões características de homicídio no corpo de Henry.

O laudo identificou equimoses, hematomas, edemas e contusões, além de apontar que o menino sofreu hemorragia interna e laceração hepática provocada por ação contundente. Mesmo assim, Jarinho escreveu que “não se sabe se foi morte natural” e sugere que Henry pode ter sofrido um “infarto” ou “doença no fígado”.

Formado em Medicina, porém sem nunca ter exercito a profissão, Jairinho sustenta que “não se sabe se ele [Henry] já veio doente [da casa] do pai [Leniel], bateu em algum lugar, foi envenenado, emboscado. Se ele passou mal no dia, no apartamento. Não se sabe a causa da morte”.

Jairinho diz ainda que “os laudo [sic] não trás [sic] a materialidade; são contraditórios, são feitos seis laudos, e aí um vem ‘desdizendo’ o outro, o que caracteriza uma perícia falsa; das pouquíssimas fotos que o perito tira, ele coloca mais lesão no desenho esquemático”.

Jairinho também alega que, se Henry tivesse as marcas constatadas no laudo, as médicas que atenderam o menino teriam chamado a polícia.

RELEMBRE O CASO
Henry Borel morreu aos 4 anos no dia 8 de março de 2021. Segundo as investigações o menino era vítima de agressões constantes do então vereador Jairinho, que namorava a mãe da criança, Monique Medeiros, que tinha conhecimento do crime. Ela e Jairinho estão presos desde 8 de abril deste ano.

Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, tortura e impossibilidade de defesa da vítima), com aumento de pena por se tratar de menor de 14 anos; por tortura e coação de testemunha.

Já Monique responde por homicídio triplamente qualificado na forma omissiva imprópria, com aumento de pena por se tratar de menor de 14 anos; por tortura omissiva, falsidade ideológica e coação de testemunha.

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