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Jairinho abraçou Henry antes de levá-lo ao quarto e agredi-lo

“Vem aqui, que vou te mostrar um negócio que comprei”, disse o vereador para atrair o menino até o cômodo

Thamirys Andrade - 14/04/2021 14h17 | atualizado em 14/04/2021 15h18

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Henry Borel, de 4 anos, segura um bonequinho de campanha do padrasto Foto: Reprodução

Em seu novo depoimento à polícia, a babá de Henry, Thayna de Oliveira Ferreira, narrou mais detalhes sobre a fatídica tarde do dia 12 de fevereiro, quando ocorreu uma das agressões ao menino.

De acordo com ela, Dr. Jairinho chegou mais cedo em casa, por volta das 15h30, e abraçou o menino, convidando-o para ir até o quarto. “Vem aqui, que vou te mostrar um negócio que comprei”, teria dito o vereador.

Segundo o relato, a criança obedeceu e gritou pela babá quando o padrasto fechou a porta: “Ô tia!”. A até então funcionária encostou o ouvido à porta, a fim de tentar escutar o que se passava ali, mas só conseguia ouvir o som da televisão, que se encontrava muito alta.

Nesse momento, ela decidiu contatar a mãe de Henry, Monique Medeiros, pelo celular, que estava a apenas cinco minutos de casa, mas não retornou ao condomínio. Thayna narrou o que estava ocorrendo no apartamento via mensagem de texto. As mensagens apagadas foram recuperadas pelas autoridades com auxílio de tecnologia israelense.

Henry e Jairinho saíram do cômodo cerca de 10 minutos depois, e o menino pediu colo à Thayna. Ele reclamou de dores no joelho e contou ter levado uma “banda”. Assim que o padrasto saiu de casa, a criança relatou mais detalhes à babá.

– Então [Henry] me contou que [Jairinho] deu uma banda [rasteira] e chutou ele, que toda a vez faz isso. [Henry] Falou que não pode contar, que tem que obedecer a ele [Jairinho], se não [Jairinho] vai pegar ele [Henry] – disse a ex-funcionária.

A babá levou Henry para tomar banho, e o menino reclamou de dores na cabeça: “Tia, não lava não, tá doendo”, teria falado ele. Durante o banho, Thayna notou um hematoma no corpo do menino e tirou foto para enviar à mãe dele. Ambos [Thayna e Henry] fizeram chamada de vídeo com Monique e contaram o que ocorreu.

Alguns minutos depois, Jairinho retornou ao apartamento e, exaltado, questionou:

– Henry o que você falou para sua mãe? Você gosta de ver sua mãe triste com o tio? Você mentiu para sua mãe?

Acuado e no colo de Thayna, o menino respondeu não tinha falado ou feito nada. O padrasto tentou tirar Henry do colo da babá insistentemente, mas a criança se encolhia.

A funcionária desceu, então, com o menino para a brinquedoteca do condomínio, e Monique finalmente chegou em casa, 3 horas após ficar sabendo das agressões. Ela estava em um salão de beleza a cinco minutos do apartamento.

– Nossa, eu vim rápido, ainda borrei minha unha. Me conta, Thayna o que aconteceu? – Teria dito Monique.

Os três conversaram dentro do carro, e Monique subiu depois a fim de buscar suas malas, que já estavam prontas, porque a família viajaria no feriado de Carnaval. Ela disse a Thayna que ia se mudar para a casa dos pais, em Bangu, e se ofereceu para deixar a funcionária em casa.

Apesar do desenrolar dos fatos no dia 12 de fevereiro, Monique optou por permanecer com Jairinho e viajou com ele durante o feriado. O menino Henry faleceu, vítima de 23 lesões, na madrugada do dia 8 de março. A pedagoga e o namorado estão presos, acusados da morte da criança, que tinha apenas 4 anos.

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