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IURD nega que retirava US$ 120 milhões ilegalmente de Angola

Denúncia de bispos locais contra a igreja está sendo investigada por autoridades do país

Thamirys Andrade - 18/11/2021 14h29 | atualizado em 18/11/2021 15h44

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Igreja Universal do Reino de Deus Foto: Divulgação/Igreja Universal do Reino de Deus

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), fundada pelo bispo Edir Macedo, desmentiu as acusações de que teria lavado 120 milhões de dólares por ano em Angola, na África. A defesa ocorre após denúncia de bispos locais a autoridades do país. As informações são do portal Uol.

– É totalmente falsa esta questão. É totalmente sem fundamento. Isto é uma versão levantada por estes ex-pastores e pastores de dissidências com o objetivo de tomar a igreja. Eles criaram a sua versão a fim de tomar a igreja, uma vez que é um crime. Todas as ofertas da igreja são totalmente declaradas aqui, para o Estado, e a esta versão que os dissidentes levantaram é totalmente infundada – declarou a IURD, acrescentando ainda que a liberdade religiosa está “em risco” em Angola.

As suspeitas de irregularidades no país africano surgiram há alguns meses, mas esta é a primeira vez que as denúncias trazem detalhes sobre o caso. De acordo com os bispos, a operação estaria ocorrendo há 11 anos, desde que a igreja se instalou no país. Nesse período, a cada três meses, 30 milhões de dólares eram supostamente levados das igrejas locais para a sede da RecordTV, em Luanda, e dali para a Europa ou o Brasil.

Segundo os bispos, o responsável pela operação seria o ex-diretor da emissora, Fernando Henriques Teixeira. O jato particular de Edir Macedo teria sido usado por diversas vezes no transporte de valores para Portugal.

O caso levou Teixeira e outros aliados do bispo Macedo a virarem réus na Angola por lavagem de dinheiro e associação criminosa. O julgamento está previsto para começar nesta quinta-feira (18). Entre os outros réus estão Honorilton Gonçalves, ex-vice-presidente da Record TV no Brasil e líder da Universal em Angola; Valdir de Sousa dos Santos, pastor da IURD; Antônio Pedro Correia da Silva, ex-representante legal da igreja e da emissora no país africano.

Os bispos angolanos também divulgaram um manifesto acusando o comando da igreja de evasão de divisas e de expatriação ilícita de capital, racismo, discriminação, abuso de autoridade, além de imposição de vasectomia aos pastores e intromissão na vida conjugal deles.

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