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Irmã diz que Jairinho mudou versão sobre morte de Henry

Thalita Fernandes Santos revelou à polícia que o irmão mudava de versão conforme surgiam novas notícias sobre o caso

Paulo Moura - 16/04/2021 08h39 | atualizado em 16/04/2021 09h26

Vereador Dr. Jairinho Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio de Janeiro

A irmã do vereador Jairo Souza, o Dr. Jairinho, a fisioterapeuta Thalita Fernandes Santos, de 42 anos, revelou à polícia, em depoimento dado na última quarta-feira (14), que o irmão mudava de versão sobre a morte do menino Henry Borel conforme surgiam novas notícias sobre o caso.

De acordo com ela, primeiro Jairinho falou para ela que a criança passou mal. Depois, mudou o relato afirmando que o garoto caiu da cama. Jairinho trocou a versão, segundo a irmã, após a divulgação dos laudos técnicos da perícia.

– [Thalita revelou] que Jairinho lhe disse apenas que Henry passou mal, eles [o] levaram para o hospital, e Henry faleceu; que, depois, quando o conteúdo do laudo de exame de necropsia veio a público pela imprensa, Jairinho lhe disse que acredita que tenha sido uma queda, porém reafirmou que estava dormindo e que não sabe ao certo o que aconteceu; que, perguntada se indagou à Monique sobre a morte de Henry, bem como o que poderia tê-la ocasionado, respondeu que não – descreve a irmã do vereador no depoimento.

Thalita ainda negou, em sua declaração à polícia, que tenha sido informada pela babá de Henry, Thayná Ferreira, de que o irmão batia no menino. Em seu depoimento, a babá disse que contou a Thalita que a criança era agredida, mas que a irmã de Jairinho a interrompeu.

– Você não vai ser a juíza do caso do meu irmão – disse Thayná à polícia, contando o que ouviu da fisioterapeuta.

Segundo Thalita, em nenhum momento, ela soube de relato de agressões praticadas por Jairinho contra qualquer criança e nem que o irmão tenha ficado trancado com Henry em seu quarto. Diferente do relato feito pela babá da criança, Thayná Ferreira.

Thalita disse ainda que foi o advogado André França Barreto que pediu a ela para fazer contato com a Thayná e a empregada Leila Rosângela de Souza, a Rose, que trabalhava no apartamento de Jairinho e de Monique Almeida, mãe de Henry. A fisioterapeuta afirmou que o irmão não tinha feito qualquer comentário sobre Henry, mas que Monique havia contado que levava o filho ao psicólogo.

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