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Investigado, ex-secretário de Witzel falta a depoimento

Edmar Santos é acusado de fraudes em contratos de hospitais de campanha e compra de respiradores

Gabriela Doria - 24/06/2020 19h23 | atualizado em 24/06/2020 21h09

Ex-secretário de Saúde Edmar Santos não compareceu a depoimento para a Alerj Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro/Eliane Carvalho

O ex-secretário de Saúde Edmar Santos não compareceu ao depoimento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (24), em que deveria falar sobre as compras emergenciais feitas durante a pandemia. A sessão convocada foi feita virtualmente.

Ao fim da reunião virtual, o advogado de Santos enviou um comunicado à relatoria da comissão informando que seu cliente não compareceu ao depoimento porque já estava sendo investigado pelo Superior Tribunal de Justiça, uma instância superior.

Edmar Santos foi exonerado da Secretaria de Saúde após denúncias de fraudes e corrupção em contratos sem licitação para a construção de hospitais de campanha e compra de respiradores.

A ausência de Santos causou revolta em alguns parlamentares, afirmaram que a atitude mostrava que o ex-secretário tentava esconder irregularidades.

A presidente da comissão, deputada Martha Rocha (PDT), relembrou que a convocação de Edmar Santos foi notificada até à Polícia Militar, onde o médico ainda é policial da ativa. O relator da comissão, deputado Renan Ferreirinha (PSB), declarou que a ausência foi “uma falta de respeito com a população”, e uma “confissão” de culpa.

– É lamentável o que está acontecendo. O governo assina mais uma vez a confissão de falta de transparência. Nós precisamos de respostas, e, ao não aparecer, fica claro que Edmar não veio porque tem coisas a esconder. Ele, como policial militar e, então, funcionário público, tinha o dever cívico de comparecer. Esse acontecimento é uma vergonha para o governo – apontou.

Principal partido de oposição ao governo de Wilson Witzel, o PSOL foi autor das críticas mais contundentes. O deputado Flavio Serafini sugeriu a abertura de uma CPI, já Mônica Francisco sobre a “perplexidade” e a “revolta” com a falta de Santos.

– Causa em nós muita espécie essa ausência. Ele costumava conversar com o Parlamento, vinha aqui durante sua gestão, então para mim é motivo de perplexidade. E de revolta também, porque isso se refere às vidas das pessoas. Não estamos só falando de orçamento e material – declarou.

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