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Intoxicação alimentar atinge 118 pessoas na PB e causa uma morte

Vigilância Sanitária interditou pizzaria onde os pacientes comeram

Thamirys Andrade - 18/03/2026 11h54 | atualizado em 18/03/2026 13h30

Raíssa Maritein Bezerra e Silva Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar um caso de intoxicação que atingiu 118 pessoas no Sertão da Paraíba e resultou na morte de uma mulher de 44 anos. Os pacientes passaram mal entre o último domingo (15) e esta terça-feira (17), após comerem em uma pizzaria da cidade de Pombal.

Os atendimentos aconteceram no Hospital Regional de Pombal e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Foram observados sintomas como vômitos, náuseas, diarreia, dores abdominais e mal-estar geral.

No caso da engenheira agrônoma e servidora pública Raíssa Maritein Bezerra e Silva, a intoxicação foi fatal. Ela deu entrada no Hospital Regional junto do namorado no último domingo após ambos comerem uma pizza de carne de sol. Eles receberam atendimento e foram liberados. No dia seguinte, contudo, Raíssa voltou ao local e permaneceu internada até esta terça, quando foi a óbito.

De acordo com o hospital, a paciente foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado geral gravíssimo compatível com quadro infeccioso grave.

A pizzaria em questão foi interditada nesta segunda-feira (16) pela Vigilância Sanitária de Pombal. De acordo com a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), o estabelecimento apresentava violações graves, incluindo falta de documentação obrigatória, pragas, insetos, alimentos mal acondicionados e condição térmica irregular.

– O estabelecimento estava em total desconformidade com a legislação sanitária. Não tinha condições de funcionar em hipótese alguma. Com relação à falta de higiene, não foi apresentado nenhum documento comprobatório de protocolos. Foram observados insetos, conforto térmico terrível, falta de conservação adequada dos alimentos, equipamentos oxidados e reaproveitamento de vasilhames de alimentos já utilizados. Está em total desconformidade – assinalou o inspetor sanitário da Agevisa, Sérgio Freitas.

Por meio de sua advogada, Raquel Dantas, o dono da pizzaria, Marcos Antônio, lamentou a morte da cliente e disse não ter tido a intenção de prejudicar qualquer pessoa. Ele afirmou ainda estar colaborando com a vigilância sanitária e a prefeitura.

– Quero salientar que jamais eu tive a intenção de machucar qualquer pessoa, prejudicar qualquer pessoa. Porque eu sou jovem, tenho 24 anos e meu comércio é minha vida. Então, jamais iria me sabotar, jamais iria prejudicar, porque tudo o que conquistei foram seis anos de muita luta, muita renúncia e dificuldade. Minha última intenção seria prejudicar justamente os clientes que dão meu sustento, que dão meu pão – assinalou.

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