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IML aponta degola como causa da morte do jogador Daniel

Laudos periciais foram apresentados nesta quinta-feira

Ana Luiza Menezes - 22/11/2018 20h01

Jogador Daniel Corrêa foi encontrado morto em matagal no PR Foto: Reprodução Instagram

Nesta quinta-feira (22) foram apresentados os laudos da perícia sobre a morte do jogador de futebol Daniel Corrêa. As autoridades, que concederam entrevista na sede do Instituto Médico Legal de Curitiba, concluíram que ele foi morto por degola parcial de sua cabeça.

Porém, os peritos não conseguiram revelar se o atleta já estava morto no momento em que seu órgãos genitais foram cortados. A morte dele aconteceu no dia 27 de outubro.

– A necropsia foi realizada pela médica legista Regina Gomes. Foi constatado que de fato a causa mortis foi a degola parcial. Chegou a haver a exposição da coluna cervical – disse Paulino Pastre, diretor do instituto.

Segundo ele, havia coágulos na região amputada que evidenciam que a lesão aconteceu em momentos próximos a hora da degola. Entretanto, Pastre afirmou não ser possível precisar o tempo exato.

– Não há possibilidade de se precisar qual lesão ocorreu primeiro, mas é possível que tenha ocorrido muito próximo. Não há como precisar se ele estava vivo quando emascularam o órgão, mas a causa da morte foi a degola. Possivelmente ele não estava vivo no momento que o órgão foi cortado. Pelos dados que temos, possivelmente a degola aconteceu anteriormente. A região tinha pouco sangue e coágulo e não aparentava a semelhança da anteriormente a degola – declarou.

O CRIME
Daniel morreu após ter sido submetido a uma série de espancamentos na casa da família Brites. Edison Brittes Júnior assumiu a autoria do crime. Ele e mais seis pessoas estão presas.

A polícia não conseguiu encontrar a faca que Edison afirmou ter usado e jogado em um rio. Mesmo sem o objeto, os peritos afirmam que este era bastante afiado.

– Foi um instrumento extremamente afiado, por isso foi classificado como extremamente cortante. As lesões não possuem nem uma rugosidade, nem uma irregularidade. Foi um instrumento altamente afiado, o mesmo da degola – disse Pastre.

Edison vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Eduardo da Silva foi acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A participação jovem Ygor King foi classificada como homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O quarto envolvido é David Willian da Silva, que vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;

Cristiana Brittes, esposa de Edison, é acusada de coação de testemunha e fraude processual, e a filha, Allana Brittes, de coação de testemunha e fraude processual. O último acusado é Eduardo Purkote, que foi responsável por lesões corporais graves contra Daniel.

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