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Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como Pelado, foi preso na última terça-feira e teria envolvimento com o sumiço

Paulo Moura - 09/06/2022 11h16 | atualizado em 09/06/2022 11h33

Jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira Foto: Arquivo pessoal/Twitter e Daniel Marenco/Agência O Globo

Uma testemunha relacionada ao caso do desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips disse ter visto Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, preso por suspeita de envolvimento no ocorrido, carregar uma espingarda e um cinto de munições logo depois que Phillips e Pereira deixaram a comunidade São Rafael com destino a Atalaia do Norte, no Amazonas.

De acordo com o jornal O Globo, que divulgou o relato, a testemunha teria se referido a Amarildo como um “homem muito perigoso” e que já vinha prometendo “acertar contas” com Bruno. Em outro ponto da declaração, a testemunha afirmou que Amarildo teria prometido “trocar tiros” com o indigenista tão logo ele aparecesse na comunidade.

Após o jornalista e o indigenista deixarem a comunidade São Rafael, um colega de Amarildo foi visto em seu barco com o motor ligado, à espera dele. Além deles, uma outra pessoa foi vista deitada na embarcação, perto de onde Bruno e Phillips desapareceram.

A testemunha disse ainda que Pelado teria sido visto novamente no barco, desta vez com mais quatro pessoas, passando em alta velocidade. A testemunha teria relatado que não “resta dúvidas” de que Amarildo e as outras pessoas foram atrás da embarcação para fazer “algo de ruim” contra o barco do indigenista e do jornalista.

A PRISÃO
Amarildo foi preso em flagrante, na última terça-feira (7), por posse de munição de uso restrito e permitido, de acordo com uma nota emitida pela Polícia Civil na ocasião. No entanto, policiais militares que fizeram a prisão relataram ao jornal O Globo que a lancha do homem foi vista perseguindo o barco que levava o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips.

Amarildo deverá passar nesta quinta (9) por uma audiência de custódia, que já deveria ter acontecido, mas que acabou sendo adiada pela juíza Jacinta Silva dos Santos com o objetivo de aguardar novas provas. O promotor de Justiça de Atalaia do Norte, Elanderson Lima, irá pedir a prisão preventiva do homem.

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