Henry: Médica diz que ele chegou ao hospital tecnicamente morto
Caso segue em julgamento no Rio de Janeiro
Pleno.News - 29/05/2026 11h05 | atualizado em 29/05/2026 14h21

Nesta quinta-feira (28), no terceiro dia de julgamento de Jairo de Souza Júnior, o Dr. Jairinho e de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri, no Centro do Rio de Janeiro, foi ouvida a pediatra Maria Cristina de Souza.
A médica participou, com a equipe do Hospital Barra d’Or, da tentativa de reanimar a criança na madrugada do dia 8 de março de 2021. Maria Cristina foi categórica em afirmar que “Henry já chegou à unidade sem pulso e estava tecnicamente morto”. Ele foi imediatamente atendido e recebeu os primeiros procedimentos em menos de um minuto após chegar ao hospital.
A pediatra contou que a tentativa de reanimação de Henry levou quase duas horas.
– Quando a equipe já avaliava encerrar o protocolo, encontramos Leniel. Ele pediu para que não desistíssemos de seu filho e continuamos – afirmou Maria Cristina, em seu depoimento.
A médica disse que Henry “chegou ao hospital sem pulso, inchado. Foi administrada uma dose de adrenalina e continuamos com a massagem cardíaca. Henry já estava tecnicamente morto”.
Maria Cristina também falou que “notou durante o atendimento hematomas e marcas arroxeadas em várias regiões do corpo da criança, como tórax, abdômen, coxas e punhos”.
LIMINAR
A defesa de Jairinho obteve na Justiça, medida liminar em habeas corpus, garantindo que o interrogatório do acusado da morte do menino Henry Borel, seja realizado somente após depoimento de Monique Medeiros.
O pedido já havia sido feito no início do julgamento à juíza Elizabeth Louro, que preside a sessão, mas o recurso foi indeferido.
Diante desse cenário, a realização do interrogatório em momento posterior mostra-se indispensável para garantir a plenitude de defesa, permitindo que Jairo tenha conhecimento prévio das acusações que lhe serão dirigidas em juízo.
– Não é possível que aquele que está sendo acusado tenha de se manifestar antes da acusação. Isso é básico em qualquer Estado de Direito. Para se defender adequadamente, é necessário conhecer o conteúdo exato da acusação – afirmou o advogado de defesa, Rodrigo Faucz.
*Agência Brasil
Leia também1 Psiquiatra diz que Jairinho tem prazer em causar dor em crianças
2 Advogado no caso Henry Borel infarta às vésperas do julgamento
3 "Mataram meu filho pela segunda vez", diz pai de Henry Borel
4 População em situação de rua passa de 388 mil em maio
5 Marcha Trans de SP é cancelada e fundador cita perda de patrocínio








![Lab [Imagem Ilustrativa] Lab [Imagem Ilustrativa]](https://static.cdn.pleno.news/2022/07/laboratory-gacf16c99b_1920-550x300.jpg)










