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Haddad diz que seu motorista foi abordado por PMs de fuzis

Candidato ao governo de São Paulo fala em abordagem policial "fora do padrão"

Pleno.News - 12/08/2026 17h32 | atualizado em 12/08/2026 20h21

Fernando Haddad Foto: Diogo Zacarias

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que seu motorista foi alvo de abordagem “fora do padrão” e de perseguição pela Polícia Militar (PM), na noite de terça-feira (11).

Segundo Haddad, os fatos aconteceram depois de o funcionário deixá-lo em casa, na Zona Sul de São Paulo. Ele ainda disse ter tomado conhecimento do ocorrido nesta quarta (12). Em conversa com jornalistas, o candidato ao governo preferiu preservar a identidade do motorista.

– Estava abalado até hoje de manhã.

Questionada sobre a abordagem e o ocorrido, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) ainda não se manifestou. O espaço está aberto.

O ex-ministro retornava de um compromisso na Faculdade do Largo São Francisco, na capital paulista.

– Meu motorista foi acompanhado de uma forma estranha – informou o candidato.

Segundo Haddad, a viatura da PM “emparelhou” e “ficou colada” na traseira do veículo conduzido pelo funcionário. Ainda no percurso, o motorista entrou no estacionamento de um hotel.

Segundo os relatos, os policiais direcionaram lanternas para iluminar o interior do carro, depois que Haddad já tinha deixado o veículo. A partir dali, o condutor percebeu estar sendo seguido pela viatura da PM.

– Uma coisa é pedir para parar, pedir documento. Mas não foi isso – afirmou.

O ex-ministro da Fazenda afirmou ter levado a público o acontecido por zelo, por considerar a abordagem policial excessiva. Mesmo assim, disse estar pressupondo boa-fé por parte dos agentes de segurança.

– Às vezes confundiu a placa do carro, estava procurando um suspeito… Qualquer coisa é possível – declarou.

O motorista contatou o advogado Hélio Silveira para relatar os fatos e pedir orientações. De acordo com o candidato do PT, as informações foram levadas ao governo do estado para que sejam apuradas pelas autoridades competentes.

– Se eu não dou a público, amanhã pode acontecer alguma coisa e não tem por onde começar a investigar – disse Haddad.

*Com informações AE

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