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Garis da cidade de São Paulo entram em greve por vacina

Cerca de 8 toneladas de lixo deixaram de ser recolhidas na capital paulista nesta terça-feira

Pleno.News - 08/06/2021 17h25 | atualizado em 08/06/2021 17h49

Garis de São Paulo se mobilizam em frente à Prefeitura Foto: Reprodução/Facebook

Trabalhadores da área de limpeza urbana de São Paulo entraram em greve nesta terça-feira (8), paralisando serviços de varrição e coleta de lixo na cidade por 24 horas. A ação acontece em protesto pela vacinação da categoria contra a Covid-19. Em frente à Prefeitura de São Paulo, o grupo reivindicou prioridade na fila do imunizante contra o novo coronavírus.

– A categoria que nunca parou merece vacina, respeito e reconhecimento – disse o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco-SP), em publicação na página do Facebook.

– Sem vacina, sem coleta – dizem os trabalhadores em vídeo.

Segundo o Siemaco-SP, cerca de 17 mil trabalhadores da limpeza urbana aderiram à greve. Com isso, de acordo com o sindicato, 18 toneladas de lixo deixaram de ser recolhidas na capital paulista. Como a paralisação é de 24 horas, os trabalhadores só voltarão a realizar a coleta na manhã desta quarta-feira (9).

Em nota, o Siemaco-SP e o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Setor Diferenciado de São Paulo (STERIIISP), que representa os motoristas da limpeza urbana, alegam que “a medida enérgica é a única forma encontrada para chamar a atenção e [obter] o apoio da população e das autoridades”.

Eles citam ainda a falta de respostas às demandas do grupo e uma reunião “sem sucesso”, realizada na segunda-feira (7), com a secretária de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, Patricia Ellen.

– Lembramos que o risco de contágio na limpeza urbana é alto, visto [que] a forma de trabalho exercida por esses profissionais, seja na varrição das ruas, [seja] dentro dos caminhões de coleta, no recolhimento de grande quantidade de lixo infectado e outros postos de trabalho consequentemente os deixam expostos diretamente ao vírus – complementam.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que tem como foco vacinar toda a população, priorizando os setores mais vulneráveis.

– Desde março deste ano, foram imunizados todos os coletores e profissionais que trabalham com Resíduos de Saúde (RSS) na capital – diz a nota.

Já sobre a paralisação desta terça-feira (8), a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) informa que não foi notificada formalmente sobre a greve e que vai tomar as medidas legais cabíveis.

– Por se tratar de um serviço essencial, foi desrespeitada a lei geral de greve, que determina, em seu artigo 13, a comunicação com 72 horas de antecedência para qualquer paralisação, além da exigência de que mantenha em operação equipes necessárias para atender à população, conforme o artigo 11 da mesma lei – diz.

*Estadão

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