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Fundador da Ricardo Eletro é preso por sonegação fiscal

Ricardo Nunes e a filha foram detidos em um esquema que pode ter sonegado R$ 400 milhões em cinco anos

Paulo Moura - 08/07/2020 08h35 | atualizado em 08/07/2020 08h46

Ricardo Nunes foi alvo de operação contra sonegação Foto: Reprodução

Ricardo Nunes, fundador da rede varejista Ricardo Eletro, foi preso em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (8), em uma operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no estado de Minas Gerais. A ação é composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil.

Além de Ricardo, a filha dele, Laura Nunes, também foi detida, na Grande Belo Horizonte. Um outro mandado de prisão em aberto está em nome do diretor superintendente da Ricardo Eletro, Pedro Daniel Magalhães, na cidade de Santo André (SP). Até as 8h, ele continuava foragido. Outro familiar de Ricardo envolvido na operação é o irmão dele, Rodrigo Nunes, alvo de um mandado de busca e apreensão.

Intitulada de “Direto com o Dono”, a operação apurou que aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados ao longo de cinco anos. Além dos três mandados de prisão, a operação cumpre 14 mandados de busca e apreensão. Em Minas Gerais, os mandados são cumpridos nas cidades de Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima.

Em São Paulo, os alvos estão na capital e em Santo André. Procuradas pelo portal G1, nem a assessoria de imprensa da Ricardo Eletro e nem o empresário Ricardo Nunes retornaram para comentar sobre a operação.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais, a rede de varejo cobrava dos consumidores, incluído no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não fazia o repasse para o poder público. O órgão ainda informou que a empresa se encontra em situação de recuperação extrajudicial, sem condições de arcar com dívidas.

Os bens imóveis de Ricardo não estão registrados no nome dele, mas de suas filhas, mãe e de um irmão. Ainda segundo as investigações, o crescimento patrimonial do principal sócio ocorreu na mesma época em que os crimes tributários eram praticados, o que caracterizaria a lavagem de dinheiro.

 

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