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Florianópolis não tem mortes por Covid-19 há quase um mês

Último óbito foi em 4 de maio

Pleno.News - 02/06/2020 19h12 | atualizado em 02/06/2020 19h42

Florianópolis segue sem registrar mortes por Covid-19 há quase 1 mês Foto: EFE/Sebastião Moreira

Enquanto o número de mortos pela Covid-19 cresce no país, Florianópolis não registra óbitos há quase um mês. São 28 dias sem mortes pela doença causada pelo novo coronavírus. O último óbito ocorreu em 4 de maio. São sete mortes registradas desde o início da pandemia.

Mesmo com a reabertura do comércio em 13 de abril, autorizada pelo governador Carlos Moisés (PSL), Florianópolis optou por não liberar a circulação dos ônibus, por exemplo. O transporte público na cidade está parado desde o dia 19 de março, evitando aglomeração de passageiros e circulação de pessoas. O transporte deve ser retomado apenas em 17 de junho, com até 40% de ocupação.

Se Florianópolis soma sete mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, Porto Alegre contabilizou 37 óbitos. No período dos últimos 28 dias, quando Florianópolis não teve nenhuma morte pela doença, a capital gaúcha teve 19 mortos.

No Rio Grande do Sul, o comércio reabriu em 16 de abril. Ocorreram 224 mortes no Rio Grande do Sul e 9.332 casos confirmados, enquanto Santa Catarina são contabilizados 143 mortes e 9.037 casos.

Uma das explicações para a redução de mortes em Florianópolis, segundo o secretário municipal de saúde, Carlos Alberto Justo da Silva, é a testagem de todos casos suspeitos, independentemente da gravidade dos sintomas.

– Nunca testamos apenas os casos complicados ou apenas aqueles que chegam no hospital. Testamos quem tem sintomas mesmo que não seja grave. Também testamos os contatos destas pessoas e assim conseguimos fazer o isolamento – explica Silva.

Pessoas com resultado positivo nos testes que não têm condições de ficarem em isolamento – seja porque a residência não possui estrutura ou até mesmo pessoas em situação de rua – recebem auxílio da prefeitura para hospedagem em pousadas e hotéis preparados para o isolamento, explica o secretário.

– Para reduzir as mortes tem que reduzir o número de pessoas contaminadas. Quanto menos contaminados, menos mortes. O óbito é o resultado mais tardio que se vê. Por isso, não se trata de agir para não ter óbitos, a questão é agir ainda com o caso suspeito. É o que tem que atacar primeiro – diz Silva.

Além disso, logo que as aulas foram suspensas em 19 de março, a prefeitura distribuiu vale-refeição para cada família de criança matriculada na rede municipal. Para microempreendedores, há opção de crédito com juro zero. As medidas, acredita o secretário, colaboraram para que as pessoas pudessem ficar em casa.

– Não tem a menor possibilidade de recuperar economia com a população doente, quanto mais se consegue controlar a doença, mais rapidamente se consegue sair da crise. Infelizmente, há uma lentidão [nacional] nesse entendimento do apoio econômico. As políticas vieram tarde – opina.

*Folhapress

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