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Prefeito afirma que é analfabeto e não assina depoimento

Gilmar João Alba foi flagrado com R$ 505 mil no aeroporto de Congonhas

Pleno.News - 03/09/2021 19h49 | atualizado em 03/09/2021 20h33

prefeito Gilmar Alba
Gilmar João Alba é prefeito de Cerro Grande do Sul Foto: Reprodução / Instagram

O prefeito de Cerro Grande do Sul (RS), Gilmar João Alba, também conhecido como “Gringo”, alegou ser analfabeto e se recusou a assinar depoimento após ser flagrado pela Polícia Federal (PF) com R$ 505 mil no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Porém, em 2020, quando ainda era candidato ao cargo, ele não declarou a mesma coisa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No site da corte eleitoral, consta a informação de que Alba lê e escreve.

A quantia que estava com o prefeito foi apreendida durante uma tentativa de embarque no aeroporto. O montante foi detectado pelo equipamento de raio-X.

Alba afirmou que o dinheiro pertencia a ele e que o estaria carregando para uma “oportunidade de negócios”.

– Eles [da PF] dizem o que querem. Eu boto o dinheiro onde quiser, na caixa de papelão, no sapato; é meu – disse ele, em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta sexta-feira (3).

João Alba transportava o valor em caixas de papelão dentro de sua bagagem de mão, no dia 26 de agosto, quando o montante foi detectado pelo aparelho de raio-x do terminal. Durante entrevista para a rádio, ele alegou que o dinheiro é declarado à Receita Federal e que não tem origem ilícita.

– Como é declarado e diz na Receita que declarado anda em qualquer parte do Brasil. Então eu ando com meu dinheiro pra onde eu quiser – reforçou, mas não deu detalhes sobre qual tipo de negócios faria.

O dinheiro foi apreendido pela Polícia Federal, e uma investigação foi aberta para identificar a origem do montante.

– Agora também ninguém vai me proibir de ter dinheiro pra comprar gado no leilão, terra mais barata, porque tenho dinheiro vivo. Pessoa com dinheiro vivo é outro mundo – disse o prefeito, que alega não confiar no sistema bancário.

O senador Humberto Costa (PT) afirmou à CPI da Covid-19 na quarta-feira (1°) haver indícios de que o dinheiro seria usado para financiar atos antidemocráticos. Em resposta, o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD), declarou que levará a denúncia ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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