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Filhos denunciam a própria mãe por ferir e castrar servidor do BC

Acusada teria mantido marido em cárcere privado e o dopado com remédios

Thamirys Andrade - 12/09/2021 10h15 | atualizado em 12/09/2021 10h18

Filhos denunciam a própria mãe por dopar, ferir e castrar quimicamente servidor do Banco Central
Segundo as denúncias, objetivo da mulher era controlar a aposentadoria do parceiro Foto: Reprodução

Três irmãos se uniram para denunciar a própria mãe por maus-tratos cometidos contra o padrasto, servidor aposentado do Banco Central (Bacen). Os filhos da suspeita apresentaram uma série de vídeos, fotos e documentos na 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), no Distrito Federal (DF). As informações são do Metrópoles.

O caso veio à tona no dia 8 de setembro, depois que a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados para socorrer a vítima. Na delegacia, as testemunhas relataram que Maruzia das Graças Brum Rodrigues, de 53 anos, mantinha o marido, de 49 anos, em cárcere privado, o agredia, dopava e o obrigava a ingerir remédios para castração química.

– Quando a equipe do Samu chegou ao apartamento, constatou que uma superdosagem medicamentosa [de Rivotril] havia sido ministrada. Temos a suspeita de que ele tenha sido obrigado a tomar dezenas de pílulas em um curto período de tempo. Sem falar os remédios usados para a castração química – relatou a filha da acusada.

Segundo a testemunha, o objetivo de Maruzia era manter controle sobre a aposentadoria do analista, que soma cerca de R$ 23 mil. Mesmo com a renda, a vítima era proibida de usar roupas limpas, celular, tampouco comer nada além de arroz, feijão e lasanha congelada.

– Nem desodorante e xampu ele pode usar, pois não tem acesso a nenhum dinheiro. Quando ele tenta falar algo, é enforcado por ela, como alguns parentes já presenciaram. Meu padrasto foi esfaqueado no braço pela minha mãe, que simplesmente espera que ele morra para ficar com a pensão – afirmou uma das filhas.

Maruzia e o parceiro casaram-se em 2002, e em 2019, o servidor aposentou-se, diagnosticado com alienação mental.

– Após isso, minha mãe deu um jeito de subjugá-lo, tomar o controle de todo o dinheiro e passou a dopá-lo e retirar qualquer meio de comunicação dele com o mundo exterior. (…) Com o passar dos anos, os maus-tratos e as agressões severas foram aumentando (…). A situação do meu padrasto é tão cruel e humilhante que ele escreveu em uma folha de papel uma espécie de lista de desejos – explicou a enteada da vítima.

A lista dos desejos do analista era composta de objetos simples como meias e cuecas, além de equipamentos, como pendrive, fones de ouvido, aparadores de pelos e um aparelho celular.

Os filhos de Maruzia solicitaram à Justiça um pedido de busca e apreensão da vítima em caráter de urgência e a retirada da guarda da acusada.

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