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Filho de síndico que assassinou corretora em Goiás é solto

Advogados disseram ter apresentado "acervo probatório irrefutável" para comprovar que ele não teve envolvimento no crime

Paulo Moura - 20/02/2026 09h32 | atualizado em 20/02/2026 12h08

Maicon Douglas Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Maicon Douglas de Oliveira, filho do síndico Cleber Rosa de Oliveira, que é acusado de matar a corretora Daiane Alves, de 43 anos, em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi solto após ficar quase um mês detido. Maicon estava preso temporariamente desde 28 de janeiro, enquanto a Polícia Civil apurava se ele teria participado do crime ou tentado atrapalhar as investigações.

Segundo a defesa, Maicon foi colocado em liberdade na tarde desta quinta-feira (19). Em nota, os advogados afirmaram ter apresentado à polícia “um acervo probatório irrefutável” que comprovaria que ele não teve qualquer envolvimento no homicídio. Os advogados sustentam que provas técnicas demonstraram que Maicon não estava em Caldas Novas no dia 17 de dezembro, quando Daiane foi morta.

– Esse desfecho de arquivamento das suspeitas em relação ao nosso constituinte, embora fosse a única resposta juridicamente aceitável e já esperada por esta defesa, impõe à sociedade uma reflexão inadiável. O Estado Democrático de Direito não tolera pré-julgamentos, tampouco execração pública promovida pelos “tribunais da internet” – diz a nota da defesa de Maicon.

De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, responsável pelo caso, Maicon estava em Catalão, em Goiás, onde mora, na data do crime. Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, confessou o assassinato, mas sempre negou a participação do filho.

A prisão de Maicon ocorreu após a polícia identificar que ele havia comprado um celular novo para o pai no dia 17 de janeiro, poucas horas após uma perícia ter sido feita no carro usado para transportar a vítima até uma área de mata às margens da GO-213, onde ela foi morta com dois tiros na cabeça. A aquisição foi considerada inicialmente suspeita e interpretada como possível tentativa de obstrução.

Com o avanço das investigações, porém, a polícia concluiu que a troca do aparelho não teve esse objetivo. Segundo o delegado, Maicon afirmou que o pai temia a apreensão do celular, que continha acesso a aplicativos bancários utilizados para movimentar contas do condomínio no qual ele era síndico.

As apurações também indicaram que Cleber teria utilizado recursos do condomínio para pagar honorários advocatícios. O atual presidente da associação registrou boletim de ocorrência após a identificação de um Pix feito para o filho no mesmo valor previsto em contrato de defesa. Eventuais crimes patrimoniais relacionados à gestão do síndico serão investigados em procedimento separado.

Em nota, a defesa de Cleber informou que ele foi formalmente indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver e que continuará se manifestando apenas nos autos, já que o caso tramita sob segredo de Justiça.

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