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Filha é presa por aplicar golpe de R$ 725 milhões contra a mãe

Mulher é acusada de subtrair 16 obras de arte de artistas consagrados

Thamirys Andrade - 10/08/2022 12h31 | atualizado em 11/08/2022 10h46

Obra Sol Poente, de Tarsila do Amaral Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quarta-feira (10), uma mulher suspeita de aplicar um golpe de mais de R$ 720 milhões contra a própria mãe, uma idosa de 82 anos, em Ipanema, bairro da Zona Sul. Os agentes ainda tentam cumprir mais cinco mandados de prisão e outros de busca, apreensão e bloqueio de bens.

A idosa é viúva de um grande colecionador e negociante de artes, e a filha presa é acusada de subtrair 16 peças de artistas consagrados. Entre elas, há quadros de Tarsila do Amaral, como Sol Poente, e Di Cavalcanti. Somente três dos quadros são avaliados em mais de R$ 300 milhões. Eles já haviam sido negociados e foram recuperados em uma galeria de arte de São Paulo.

De acordo com a polícia, o proprietário da galeria informou que, além daquelas peças, chegou a vender outras duas obras para o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires. À polícia, ele afirmou que não desconfiou do negócio por conhecer a família e pelos quadros terem sido entregues a ele pela própria filha da idosa.

Além da subtração das obras de arte, a filha e os demais envolvidos também são suspeitos de roubar joias e desviar dinheiro da vítima por meio de transferências bancárias.

O golpe começou a ser aplicado em janeiro de 2020, quando a idosa saía de uma agência bancária em Copacabana, também na Zona Sul do Rio. Ela foi abordada por uma mulher que se apresentou como vidente e disse que sua filha estaria doente e que morreria em breve.

Por ter um lado místico, e pelo fato de ter uma filha que enfrenta problemas psicológicos desde a adolescência, a idosa foi convencida – inclusive pela filha – a realizar pagamentos para “tratamento espiritual”. Em menos de três semanas, foram realizadas oito transferências bancárias que ultrapassaram R$ 5 milhões.

Segundo a polícia, dias após o início do falso tratamento, a filha começou a isolar a mãe de outras pessoas e dispensou funcionários que prestavam serviços domésticos a ela. A idosa desconfiou das atitudes e suspendeu as transferências. A partir daí, ela passou a ser agredida e ameaçada.

*AE

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