Leia também:
X Governo sugere uso ‘econômico’ da Lei de Segurança Nacional

Filha de ex de vereador é ouvida sobre suposta agressão

Episódio de violência teria acontecido há oito anos

Ana Luiza Menezes - 25/03/2021 22h11 | atualizado em 26/03/2021 10h01

Vereador Dr. Jairinho Foto: Reprodução/CMRJ

A filha de uma ex-namorada do vereador Dr. Jairinho foi ouvida em uma delegacia especializada no Centro do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (24). A garota teve que falar sobre uma suposta agressão que sofreu do parlamentar há oito anos.

Como parte da investigação da morte do menino Henry, a mãe da menina disse que ela e a filha foram vítimas de violência praticada pelo vereador, várias vezes. Os episódios teriam acontecido quando a menor tinha entre 4 e 5 anos. As informações são do portal R7.

A defesa de Dr. Jairinho negou que ele tenha agredido a ex-namorada e a filha, e alegou que a testemunha não procurou a delegacia em dez anos.

Ainda de acordo com a defesa, apesar de ouvirem a ex, os investigadores não descartam a hipótese do relato ser motivado “por sentimentos de raiva e sofrimento”.

OUTROS DEPOIMENTOS
Além da ex namorada, foram ouvidas a faxineira, a avó materna do menino e outra mulher, que disse ter tido uma relação com Jairinho.

A polícia também ouviu uma enfermeira e duas médicas, que atenderam o garoto no Hospital Barra D’Or. O perito do IML que fez o laudo de necropsia também já prestou depoimento.

O CASO
O menino Henry Borel Medeiros morreu no último dia 8 de março, em um hospital da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Segundo Leniel Borel, ele e o filho passaram um fim de semana normal. Por volta das 19h do domingo (7), ele levou o filho de volta para casa onde este morava com a mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e com o médico e vereador do Rio, Dr. Jairinho.

Ainda segundo o pai de Henry, por volta das 4h30 de segunda (8), ele recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o menino apresentava dificuldades para respirar.

Ao chegar ao hospital Barra D’Or, Monique e Dr. Jairinho informaram ao pai da criança que eles ouviram um “barulho estranho durante a madrugada e, quando foram até o quarto ver o que estava acontecendo, viram que a criança estava com os olhos virados e com dificuldade de respirar”.

De acordo com o laudo de exame de necrópsia, a causa da morte do menino foi hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente.

Como parte da investigação da morte de Henry, agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) recolheram imagens de câmeras do circuito interno de um shopping onde o garoto foi a um parquinho e do condomínio em que Leniel Borel morava. Segundo os investigadores, o menino chegou aparentemente saudável aos locais.

Na quarta-feira (17), Monique e Dr. Jairinho foram ouvidos separadamente por cerca de 12 horas, na 16ª DP. De acordo com a polícia, a mãe e o namorado só foram ouvidos nove dias depois do crime porque Monique estaria em estado de choque, sob efeito de medicamentos.

Leia também1 Faxineira contradiz versão dada pela mãe de Henry à polícia
2 Pediatras confirmam que Henry chegou sem vida e com lesões
3 Ex-namoradas do padrasto de Henry são ouvidas pela polícia
4 Testemunha cita agressão de Dr. Jairinho a outra criança
5 Médicas, enfermeira e perito do caso Henry prestam depoimento

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.