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Lava Jato investiga ex-diretor de estatal paulista

Paulo Preto é acusado de desviar mais de R$ 7 milhões

Gabriel Gontijo - 23/03/2018 11h41 | atualizado em 23/03/2018 11h43

Paulo Preto é investigado pela Lava Jato Foto: Bruxel/Folhapress

O ex-diretor da empresa estatal paulista Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi denunciado nesta quarta-feira (22) pelo Ministério Público Federal (MPF). Esta é a primeira denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo.

Preto é acusado de desviar cerca de R$ 7,7 milhões em recursos e imóveis destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas para obras viárias na cidade de São Paulo. Os valores financeiros correspondem à época em que ele estave no cargo no governo estadual de José Serra (PSDB), de 2007 a 2010.

Entre as obras investigadas na denúncia estava a construção do trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da Avenida Jacu Pêssego e a nova Marginal Tietê. Além do ex-diretor, outras cinco pessoas foram denunciadas pelo órgão.

Os cinco foram acusados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação.

Segundo a denúncia, o dinheiro foi desviado em proveito próprio e de terceiros e ocorreu entre 2009 e 2011. O esquema era comandado por Paulo Preto e começou a ser investigado primeiramente pelo Ministério Público estadual, mas como envolvia verbas federais, a investigação passou para o MPF.

Paulo Preto também é acusado de ter 34 milhões de francos suíços em contas no exterior, segundos informações passadas do país ao Brasil. Tais valores encontram-se bloqueados pela justiça.

Se for condenado pelos crimes apontados pelo Ministério Público, a pena de Paulo Preto pode variar entre 15 e 81 anos, mais o agravante de crime continuado.

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