Brumadinho: Família de casal morto pede R$ 40 milhões

Ação judicial também solicita um pedido de desculpas

Pleno.News - 22/04/2019 16h35

Fernanda e Luiz foram vítimas do rompimento da barragem Foto: Reprodução

Familiares de um casal que morreu em decorrência do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, entraram na Justiça para pedir indenização. A ação pede R$ 10 milhões por familiar morto, totalizando R$ 40 milhões.

Também foi solicitado um pedido de desculpa oficial, no qual deve constar os nomes dos quatro integrantes que morreram enquanto estavam hospedados na Pousada Nova Estância. Fernanda Damian de Almeida estava grávida e tinha 30 anos. Ela era noiva de Luiz Taliberti Ribeiro da Silva, de 31 anos. O bebê se chamaria Lorenzo. O casal morava na Austrália e passava férias na Pousada Nova Estância.

Com Fernanda e Luiz estava a irmã dele, Camila Taliberti Ribeiro da Silva, de 33 anos. Os familiares pedem não somente o dinheiro, mas um pedido de desculpas oficial, contendo o nome dos quatro.

– Nosso objetivo é lutar por uma mudança nos parâmetros indenizatórios por morte praticados no Brasil e que são vergonhosos. A Vale teve lucros superiores a 25 bilhões de reais no ano passado e quer pagar 300 mil reais, 500 mil reais por vida. A própria Vale fez um estudo de quanto valeria a vida humana e estipulou 2,6 milhões de dólares, que dá pouco mais de 10 milhões de reais – disse o advogado da família, Roberto Delmanto Junior.

A ação judicial também solicita que a Vale mantenha a foto das vítimas na entrada de todas as suas unidades no Brasil e no exterior ao lado da frase: A vida vale mais do que o lucro. Camila, Fernanda, Lorenzo e Luiz, desculpem-nos por tirar-lhes as suas vidas. O advogado disse ainda que em todas as assembleias da companhia, os acionistas façam um minuto de silêncio.

– E que o presidente solicite que todos fiquem em pé. Isso é uma questão ética e de reconforto moral para as famílias – declarou Roberto.

O rompimento da barragem deixou pelo menos 231 mortos e 41 desaparecidos. Entre as vítimas também estavam funcionários da empresa e moradores da cidade mineira.

Segundo a revista Veja, a Vale informou que não foi intimada ou citada no processo. Seus representantes afirmaram que, no último dia 8, foi assinado um Termo de Compromisso com a Defensoria Pública para que as pessoas afetadas consigam acordos individuais ou coletivos para pedir indenizações por danos morais e materiais.

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