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Relato foi feito no Rio de Janeiro

Pleno.News - 04/06/2026 20h58 | atualizado em 05/06/2026 17h42

Amanda Maria Souza de Oliveira Foto: Reprodução

A mulher de 37 anos, que foi presa em flagrante pela Polícia Civil, na última terça-feira (2), no distrito de Pirabeiraba, em Joinville (SC), suspeita de fingir ser uma adolescente, já tinha sido detida no Rio de Janeiro após aplicar um golpe parecido. Ela foi identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira.

Amanda nasceu em 10 de junho de 1988. Ela já usou os nomes Gabriele, em Santa Catarina; Maria Eduarda, no Rio de Janeiro; e Ana Clara, em São Paulo.

Em Santa Catarina, ela acabou presa sob a suspeita de estelionato e falsa identidade. Segundo as investigações, ela teria passado 14 meses vivendo como filha adotiva de uma família local, se passando por uma adolescente de 12 anos.

Em 2023, a mesma mulher foi presa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após convencer moradoras da cidade de que era uma menina de 12 anos que fugia de uma rede de exploração sexual supostamente liderada pelo próprio pai, que seria conhecido no Nordeste como Bruxo Chik Jeitoso.

Documentos da Polícia Civil e da Justiça do Rio de Janeiro, indicam que Amanda se apresentava como Maria Eduarda da Silva Ferreira, dizia ter 12 anos e afirmava ter escapado de um esquema de prostituição.

O depoimento prestado pela comerciante Renata Magalhães Turques, uma das mulheres que acolheram Amanda, aponta que o primeiro contato ocorreu por meio de uma conhecida identificada como Viviane, que relatou o caso de uma jovem pedindo ajuda.

Em conversas por WhatsApp, a suposta adolescente teria inicialmente falado que tinha 18 anos, mas depois disse que, na verdade, tinha apenas 12. Segundo o relato, ela demonstrava receio de ser encaminhada ao Conselho Tutelar.

As mulheres de Nova Iguaçu ficaram sensibilizadas com a história e passaram a ajudar Amanda.

Ainda conforme o depoimento, Viviane conseguiu um imóvel para que a suposta adolescente morasse no bairro Carlos Sampaio, em Nova Iguaçu. Renata relatou que dividiu o aluguel da residência, comprou roupas, alimentos e ajudou a montar a casa.

O caso chegou à Polícia Civil em 28 de junho de 2023, quando agentes foram acionados para apurar a situação de suposta vítima de exploração sexual e cárcere privado, em Austin, distrito de Nova Iguaçu. Os agentes concluíram que Amanda não tinha 12 anos nem utilizava a verdadeira identidade.

Os policiais também declararam que Amanda já tinha registros de ocorrências em Jundiaí (SP) e em Minas Gerais, com narrativas parecidas.

Amanda chegou a ser presa em flagrante.

Em julho de 2023, ela teve com o Ministério Público do Rio de Janeiro um acordo de não persecução penal e se comprometeu a confessar os crimes, prestar serviços à comunidade por oito meses, manter endereço e número de telefone atualizados diante do Juízo e não cometer nova prática criminosa.

Uma decisão de junho de 2024 mostra que a Justiça recebeu a denúncia e apontou a existência de indícios de autoria e materialidade para a abertura da ação penal. A juíza do caso teria citado ocorrências em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

Por enquanto, não há informações de como Amanda foi parar em Santa Catarina. As informações são do jornal O Globo.

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