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Ex de Dr. Jairinho diz que a filha dela vomitava ao ver o vereador

Mulher afirmou que a filha chegou a ter a "cabeça afundada por ele em uma piscina"

Paulo Moura - 26/03/2021 10h27 | atualizado em 26/03/2021 10h44

Vereador Dr. Jairinho Foto: Reprodução

A ex-namorada do vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), padrasto do menino Henry, contou à polícia que a filha dela, assim como o menino encontrado morto, tinha 4 anos na época do seu relacionamento com ele, sentia-se mal ao ver o parlamentar e chegou a ter a “cabeça afundada por ele em uma piscina”. A criança chegou a contar para a avó materna que apanhava do vereador.

Em depoimento dado esta semana ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, a mulher disse que a menina “ficava nervosa, chorava e até vomitava ao vê-lo”.

Essa denúncia, enviada pela ex-namorada ao pai de Henry Borel Medeiros 10 dias depois da morte do menino, pelas rede sociais, será investigada pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), no centro do Rio. De acordo com o jornal O Globo, a mulher contou que conheceu Dr. Jairinho em 2010, na festa de comemoração pela eleição do pai dele.

Ainda na 16ª DP, a mulher contou que, em determinado momento, a filha não queria mais ficar com ela quando estava em companhia do vereador do Rio. A menina chorava e pedia para dormir com a avó materna.

O advogado André França Barreto, que defende Monique e Dr. Jairinho, afirmou que a mulher que prestou depoimento na 16ª DP perseguia o vereador.

O FATO
O menino Henry Borel Medeiros morreu no último dia 8 de março, em um hospital da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Segundo Leniel Borel, ele e o filho passaram um fim de semana normal. Por volta das 19h do domingo (7), ele levou o filho de volta para casa onde este morava com a mãe, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, e com o médico e vereador do Rio, Dr. Jairinho.

Ainda segundo o pai de Henry, por volta das 4h30 de segunda (8), ele recebeu uma ligação de Monique falando que estava levando o filho para o hospital, porque o menino apresentava dificuldades para respirar.

Ao chegar ao hospital Barra D’Or, Monique e Dr. Jairinho informaram ao pai da criança que eles ouviram um “barulho estranho durante a madrugada e, quando foram até o quarto ver o que estava acontecendo, viram que a criança estava com os olhos virados e com dificuldade de respirar”.

De acordo com o laudo de exame de necrópsia, a causa da morte do menino foi hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente.

Como parte da investigação da morte de Henry, agentes da 16ª DP (Barra da Tijuca) recolheram imagens de câmeras do circuito interno de um shopping onde o garoto foi a um parquinho e do condomínio em que Leniel Borel morava. Segundo os investigadores, o menino chegou aparentemente saudável aos locais.

Na quarta-feira (17), Monique e Dr. Jairinho foram ouvidos separadamente por cerca de 12 horas, na 16ª DP. De acordo com a polícia, a mãe e o namorado só foram ouvidos nove dias depois do crime porque Monique estaria em estado de choque, sob efeito de medicamentos.

OUTROS DEPOIMENTOS
Além da faxineira, a avó materna do menino também foi ouvida pelos investigadores na quarta-feira (24), assim como uma ex-namorada do vereador Dr. Jairinho, que acusou o político de ter agredido a filha dela anos atrás.

Além dela, uma outra mulher, que disse ter tido uma relação com Jairinho, também prestou depoimento na 16ª DP. Ela afirmou que teve brigas com o vereador, mas que jamais sofreu agressões.

A polícia também já ouviu uma enfermeira e duas médicas do Hospital Barra D’Or. Elas atenderam Henry na madrugada do dia 8 de março. O perito do IML que fez o laudo de necropsia também já prestou depoimento.

A faxineira Rosângela, que trabalhava no apartamento da família do menino Henry Borel, prestou depoimento à polícia sobre o dia do fato, mas trouxe uma versão diferente daquela apontada por Monique Medeiros, mãe do garoto, na investigação da morte da criança que faleceu na madrugada do dia 8 de março, no Rio de Janeiro. Em sua declaração aos policiais, Rosângela disse que foi avisada sobre a morte de Henry no dia em que foi trabalhar.

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